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Quarta-feira, Agosto 12, 2009

música é coisa do céu e do mar

Semana de boa música na cidade. Sábado terá Os Paralamas no Cais Dourado, que não vejo há muitos anos. Eles, os rapazes da banda, porque no Cais estive semana passada no Tributo a Simonal com Max de Castro e Simoninha, filhos do cantor, mais Margareth Menezes, como convidada.

A negona, que entrou perto do final do show, foi o ponto alto do espetáculo. Tenho minhas quizilas com ela, mas não há como negar seu enorme talento, pena que é mal assessorada e sua produção musical seja aquém do seu potencial vocal.

Simoninha herdou do pai uma voz preciosa e até os maneirismos de Simonal ele incorpora. Apesar da cara de pedreiro cafajeste, ele deve fazer um sucesso enorme com as mulheres, nunca vi um feio com tanto sexy appeal em toda a minha vida!

Já Max de Castro não tem uma voz bacana, não tem beleza, não tem carisma, nada que o mainstream da música possa absorver e vender, mas o rapaz é dono de um suingue extraordinário e um estilo de se vestir de muito bom gosto. Em alguns momentos regia a banda, que vamos combinar, era composta de feras, principalmente a galera do sopro. Bons pra caralho!

Margareth, como sempre acompanhada de Saul Barbosa ao violão, deixou-se enganar por algumas letras das canções de Simonal, mas compensou dando tudo de si com um vozeirão apropriado para o samba soul do cantor, falecido em 2000.

Muitas músicas me fizeram remeter à minha infância, embora quando Simonal caíra no ostracismo eu ainda fosse um rapazinho de 12 anos no início dos anos 80.

Showzaço, que fui a convite da gentil Pity Canela, que colocou a mim e a Marcelo Maven, lá de Curitiba, a terra de Nando, na área VIP.

Sim, antes que eu esqueça, hoje tem o segundo round do meu show A VOZ E O SAMBA com direção de Andréa Daltro no Teatro Sesi Rio Vermelho, 20 horas. Ingressos esgotados! Quem quiser ver, terá sua chance nos vídeos do You Tube, é só digitar jfiguer e se deliciar com as minhas interpretações para sambas clássicos. (Cara de pau é pouco! hahahahaha)

E sexta e sábado tem CEUMAR no Sesc Senac Pelourinho, 20 horas, estarei lá coladíssimo porque é de Deus apreciar a boa música!

"Minha casa não tem porta
Minha horta não tem fruta
Quem me trata é moura torta
Lingua morta quem te escuta
Meu tesouro é uma viola
Que a felicidade oculta
Se a vida não dá receita
Eu não vou pagar a consulta"


JoHnNy::[03:06] |


Terça-feira, Agosto 04, 2009

foi um hamlet que passou por aqui

Aviso aos leitores que ainda dão as caras por aqui. Segundo o contador ainda são muitos, mas o espaço para comentários anda às moscas. Dois queridos e insuspeitados amigos reclamaram da minha ameaça em fechar o Bokapiu, um deles, escrevinhador do blog Terranauta disse que não posso fazer isso em nome da longevidade desse blog. Lá se vão oito anos, os primeiros posts datam de 2002. O segundo amigo, um intelectual respeitado, escreveu um e-mail me chamando de louco se eu fechar o blog. Portanto, enquanto não enlouqueço de vez, vamos gastar um pouco do latim por aqui.

Com dois convites gentilmente cedidos por Vadinha Moura, produtora local, fui ao Teatro Castro Alves assistir ao Hamlet na versão do Aderbal Freire Filho com Wagner Moura no papel do príncipe dinamarquês. A minha expectativa era baixa, isso deve ter ajudado ao final da fruição, apesar da 3 horas e meia de espetáculo, saí de lá com a sensação de que o teatro é ainda uma das experiências mais fascinantes da arte feita pelo homem.

O teatro estava lotado e isso deve à presença de Wagner Moura, ator global e fetiche depois do personagem do policial no filme Tropa de Elite. No entanto, quem vai ao teatro em busca do ator de novelas encontra um homem no pleno exercício do seu ofício de ator. O meu conterrâneo revela-se um ser consciente de sua função sobre o palco, apesar dos perdigotos, apesar do comentário que recebi por sms, ainda no teatro, reclamando da voz de Pato Donald, o Hamlet de Wagner é um retrato de uma geração que imprime nos palcos brasileiros um
outro sangue. Que ele consiga trazer o espetáculo de volta a Salvador a preços populares, isso encheria o bardo Shakespeare de orgulho no Olimpo teatral do céu.

Quarta agora estréio cantando no show A Voz e o Samba, Teatro do Sesi Rio Vermelho, 20 horas. E dia 12 de Agosto também. Tenho dois momentos solo em "Pecado Capital" e "Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida", ambas de Paulinho da Viola. As outras músicas faço coro ou canto apenas refrões.

Estou feliz e com aquela ansiedade gostosa para estar no palco cantando! Volto para contar como foi!





JoHnNy::[02:24] |