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Sexta-feira, Setembro 29, 2006

nunca sabe de nada esse presidente...

...então meu voto ele não recebe mais

JoHnNy::[18:49] |


Terça-feira, Setembro 26, 2006

mundo pequeno

A semana se arrastou com a sensação pós-traumática do assalto. Acho que de tanto passar por essa situação criei uma espécie de carapaça que no momento em que acontece eu me revelo forte, depois me entrego à deprê. E foi assim. Como bem disse Val num dos comentários:

"o pior é que além da sensação de impotência frente ao fato, ainda temos que alimentar a falsa idéia de que ter nos poupado a vida é uma espécie de favor que nos fizeram os marginais."

Agora é deixar de chorar pelo leite derramado e seguir em frente.

Outro dia fui com Vinicius, um amigo-erê, apreciar a exposição de miniaturas de Ângela Chaves, uma colecionadora das mais apaixonadas que já pude conhecer. O apartamento dela inteiro é transformado num museu com miniaturas dos quatro cantos do mundo e com todo tipo de peças que nossa imaginação ousar pensar. Fiquei impressionado! Primeiro que eu não conhecia nada sobre o tema, depois pelo profundo respeito e amor que ela tem pelo que faz vai nos contando episódios sobre a coleção e ainda ao final da exposição nos brinda com um mini-coquetel com iguarias de todos os tipos, e é claro, tudo em miniatura!

O sonho de Ângela é conseguir uma casa e transformá-la em museu, onde possa expor sua imensa coleção a todos os visitantes. Vou torcer por isso!

JoHnNy::[14:00] |


Terça-feira, Setembro 19, 2006

que anéis e que dedos?

Tô triste, domingo à noite após o show de gravação do dvd de Daniela Mercury, fui levar Kleber em casa, paramos no posto São Jorge, ao lado do Dique, início da Vasco da Gama, pra abastecer a moto, nisso encontramos um grupo de amigos bebendo com o carro aberto comemorando o jogo da Bahia.

Encontrei um amigo que não via desde que fui morar fora, trabalhamos juntos numa peça, ficamos felizes com o reencontro e fizemos várias fotos.
Daí fui ao banheiro com Kleber, já com a intenção de ir embora, na saída do banheiro fomos surpreendidos por dois caras armados e mais um que chegou em seguida, colocaram uma arma apontada para a cabeça de meu amigo e deram voz de assalto. Levaram minha câmera digital, o celular de Kleber e todo nosso dinheiro: 50 reais de cada um. Só depois percebi que meu celular foi poupado!

Fizeram pressão pra que permanecêssemos no banheiro trancados, mas assim que saíram eu corri atrás e gritei que eram ladrões e que tinham nos assaltado!
Os seguranças nada fizeram e os caras saíram correndo...
Depois ainda disseram que isso é uma constante ali.
Uma das minhas amigas, Dani, entrou em crise, começou a gritar com o segurança:
"E vocês nos deixam expostos aqui, ficam armados aí, meu amigo é assaltado, grita e vocês nada fazem?"
Ela insinuou que os seguranças eram coniventes com os assaltantes e ainda tive que administrar a confusão.

Esse é o segundo assalto que sofro nesse ano, o primeiro foi em janeiro! Onde também levaram celulares e camêra digital.

Mais uma vez é me conformar com a máxima de "vão-se os anéis, ficam os dedos!".

POBRE BRASIL! Aqui não se pode ter nada ou então não podemos exibir, senão somos assaltados. A vontade é fazer as malas e ir embora novamente...

JoHnNy::[11:40] |


Domingo, Setembro 17, 2006

o povo tem poder, quer ver?

E depois de quase três meses de muito trabalho estreamos, na última sexta-feira, a peça institucional que dirigi para o TRE - Tribunal Regional Eleitoral. São mais de vinte servidores em cena e dois atores profissionais para segurarem os papéis principais, além da luxuosa assistência de direção do meu amigo Kleber Sobrinho. O texto é de uma servidora, Lêda Campos, e gira em torno de uma pequena comunidade que se reúne para discutir sobre como se organizar politicamente, a importância de votar corretamente e a história da justiça eleitoral. No fundo, é uma aula de cidadania voltada principalmente para jovens na faixa etária dos 16 aos 18 anos. A peça tem um caráter obviamente didático, por isso injetamos umas pitadas de humor e muita música para que o discurso politicamente correto não se tornasse enfadonho. A estréia foi bastante concorrida, o auditório do tribunal no CAB estava lotado e todas as Tv's da cidade estiveram fazendo a cobertura. Alunos da rede pública foram os convidados e mais autoridades ligadas ao orgão. Teve gente que se emocionou às lágrimas com a história da luta para que a justiça eleitoral se instalasse em nosso país. Na abertura do espetáculo Lêda, a autora, leu um e-mail enviado por seu cunhado que vive em Belo Horizonte, em um dos trechos ele diz:
"Que o seu texto possa fazer soar diferente para uma nova geração num estado brasileiro tradicionalmente dominado por caciques que querem manter o povo na ignorância política..."
Na próxima sexta-feira teremos mais uma apresentação e em breve entraremos em cartaz para escolas e associações de bairros.

JoHnNy::[11:38] |


Quarta-feira, Setembro 06, 2006

parando tudo

O romance com sabor de caju acabou. A distância, projetos diferentes de vida, altas despesas com passagens, hotéis, táxis, telefonemas. Tudo isso contribuiu para o fim e antes que a relação se tornasse mais séria foi melhor assim. Então, agora, passinho para a frente que a fila tem que andar. Isto posto, conheci uma figurinha dessas raras que aparecem vez ou outra em nossas vidas. Algum anjo bom colocou em meu caminho para que nem chegasse a ficar triste com o travo do caju na boca.. O grave problema da figura rara é que não mora aqui e nem sequer num estado vizinho, mora em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Depois de uma semana na soterópolis e apenas dois dias juntos, partiu. E haja telefonemas, haja projetos, haja e-mails e longas conversas no msn. Será minha sina querer atrelar meu coração a quem vive longe daqui?

Daí que a amiga Millene ligou e marcamos de ir ferver na E-fluid Party, a festa oficial que antecedeu a 5ª Parada Gay de Salvador. Minha amiga é hetero e vai se casar em novembro. Seu noivo estava viajando e ela aproveitou para dançar, coisa que adora, com os amigos. A decoração da festa e o local escolhido, o Solar do Unhão, foram o ponto alto. Os dj's também não decepcionaram e um deles, o italiano Nunzio da Vincci, não cansava de anunciar que era o Dj oficial da Dolce & Gabanna Party em Milão. Rimos muito de tudo isso. Só não rimos nem um pouco da enorme fila para pegar as fichas no bar. O atendimento também foi precário e reclamei com a produção, para fazer um mimo me deram uma pulseira com acesso à área VIP, mas quem disse que eu queria ficar confinado? Eu quis mesmo ferver na pista com os amigos, isso sim.

Domingo foi o dia da Parada Gay. Fiquei no trio oficial cuja madrinha era a cantora Preta Gil que entre outras pérolas disse que estava toda metralhada, toda cheia de celulite, mas se sentia gostosa e muito honrada em ser a madrinha da Parada Gay,até porque era gay também "Sou total flex, para mim tanto vale gasolina ou álcool" disse. O desfile de 10 trios começou muito cedo e não teve a turba ensandecida do ano passado porque muita gente não acreditou que a parada fosse começar mesmo ao meio dia. À uma hora da tarde eu encontrei o primeiro trio e a enorme bandeira com as cores do arco-íris já na altura das Mercês em plena Avenida Sete. E não faltaram os políticos em busca de votos, divas como Gretchen e muita biba enfeitada com plumas e paetês. A organização estimou a presença de 400 mil pessoas, mas não creio que tenha passado dos 200 mil e já está bom demais!

JoHnNy::[21:33] |