Terça-feira, Fevereiro 28, 2006
tuntistun na folia
E chegamos ao último dia do carnaval de Salvador. Entra ano e sai ano, mudam as estrelas da festa, mas no fundo tudo continua como dantes, os problemas são os mesmos e as autoridades nada fazem para minimizar isso. Para mim o grande problema é mesmo a falta de espaço. São mais de dois milhões de pessoas na ruas, além de vendedores, trios elétricos, camarotes, ainda tem a geografia de uma cidade antiga que em nada ajuda, muito pelo contrário. É preciso se pensar soluções urgentes para o carnaval de Salvador, experimentar outros circuitos, inovar, porque do jeito que está em poucos anos será impraticável.
A despeito disso tudo o baiano continua fazendo o melhor carnaval do mundo! Me desculpem os cariocas e pernambucanos, mas a verdadeira festa com participação popular é aqui. E ouve-se de tudo, não pense que é só o axé que comanda, tem samba, reggae, pagode, rock e até música eletrônica.
Alguns momentos foram emocionantes ao meu ver e não digo das presenças de Bono ou Xuxa que comoveram multidões, o que me comoveu foi ver um grupo de cadeirantes animados abrindo o desfile no Campo Grande, a passarela oficial, e até algumas pessoas com pernas mêcanicas se divertindo a valer. A madrinha desse bloco é a atriz Regina Dourado, que estava animadíssima. Outro momento que promete ser interessante são os três dj's tocando música eletrônica hoje na Barra. O famoso dj inglês Fatboy Slim, alcunha para Norman Cook e os brasileiros Patife e Marky.
É esperar pra ver!
JoHnNy::[21:41]
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Domingo, Fevereiro 26, 2006
as aguas vão rolar garrafa cheia eu não quero ver sobrar
Enquanto me refugio dos acordes dissonantes do carnaval, em casa só ouço a música da cantora paulistana Céu. A moça é apontada como a grande revelação da MPB, pouca gente conhece ainda. Fez seu primeiro show no Rio agora em janeiro num evento chamado Humaytá Pra Peixe. Adentrando o camarim o cantor-poeta-palpiteiro baiano Caetano Velloso chegou dizendo "Seja bemvinda!". Alguém perguntou a ele: "Ela tem futuro?" Caetano respondeu na lata: "Ela é o futuro!".
Um amigo querido que mora em pleno Campo Grande, mas não curte o carnaval, locou 24 dvd´s de filmes diversos. Desses títulos todos apenas 4 são de sacanagem, o restante são bons filmes de arte. Só não sei porque cargas d'água ele nunca atende o telefone! Será que se rendeu aos batuques e resolveu se jogar na buraqueira?
Na sexta-feira fui à concentração do bloco Os Mascarados, como o ano passado não morava aqui estranhei que o bloco se reunisse na Associação Atlética. Com a demora habitual o bloco só foi sair perto da meia noite tendo como madrinha a atriz Vera Holtz e a presença de globais e das bibas todas da cidade. Margareth Menezes fez o mesmo show de todos os anos: previsível até a medula! Alguém tem que avisar a ela para dar uma renovada geral na carreira, mas nem sei se adianta... Também pra não perder o costume dei beijo na boca e arrastei um folião para um carnaval particular...
Tenho que me lembrar sempre de aprender a dizer NÃO a mim mesmo! Me arrependi de aceitar esse trabalho no camarote e confesso que só estou fazendo isso por dinheiro. Se eu fosse mais esperto não precisaria estar passando por isso. Sim, eu dancei, bebi e quase me diverti, se não ficasse o tempo todo me penitenciando pelo fato de estar trabalhando quando na verdade o que eu queria mesmo era estar na Chapada Diamantina ou solto por aí. E ontem foi só o primeiro dia. Até terça muita água ainda vai rolar.
JoHnNy::[05:19]
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Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006
balança coqueiro, cai côco, ô ô, sacode a roseira e vem pra cá
Falta um dia para o reinado de Momo começar. A cidade respira carnaval, o trânsito está ofegante, as pessoas mais excitadas que o normal e o sol está fervendo o cérebro de todo mundo. Já não viajo mais para a Chapada no sábado, pintou um trabalho para fazer e em troca de alguns trocados deixo o sossego pela algaravia. Vou fazer o receptivo num camarote v.i.p. recebendo famosos e endinheirados, o tema é circo e a produtora já avisou que a bebida é liberada. Então, pra aguentar a charopada que vai ser ficar recebendo com rapapés os tais famosos e os endinheirados que podem pagar uma fortuna para se confinar num camarote, vou encher a cara e dar risadas! Consegui encaixar um outro amigo ator nesse trabalho e, com certeza, com ele por perto a diversão estará garantida.
Na segunda fizemos uma performance cujo tema era Carnaval em Veneza. O evento foi no badalado restaurante Trapiche Adelaide com a medonha high society baiana reunida pra comemorar os 50 anos de um cara que parecia estar fazendo 30! O que é a modernidade, não? O figurino maravilhoso de Rino Carvalho, embora quente demais, chamou a atenção de todos e no final saímos sem jantar porque o buffet começou a ser servido aos convidados e o staff não tinha como liberar pra gente. Fiquei babando vendo os camarões imensos, mas pra não sair de bico seco me afundei em três taças de veuve clicquot!
E no domingo rolou a Lavagem do Beco da Off com toda a fauna e a flora soteropolitana e ainda os turistas, me animei mais do que devia, adentrei o clube e tomei todas ao som da Márcia Freire. Pensei que haveria um desabamento, tamanha a quantidade de gente que pulava fazendo a estrutura do prédio balançar! Não cometi nenhum pecado, mas alguém tem que colocar um freio em mim...
JoHnNy::[14:29]
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Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006
há quanto tempo desejo seu beijo
molhado de maracujá
tô me guardando pra quando o carnaval chegar
(Chico Buarque, 1972)
O carnaval de Salvador é mesmo uma festa curiosa. Onde mais se pode encontrar gente como a cantora islandesa Bjork andando por Ondina atrás de um carro alegórico esquisito com algo que se parecia uma árvore queimada ao som de música eletrônica e de silêncio? Ou ainda a multicolorida Baby Consuelo entoando seus hinos evangélicos para bêbados ouvintes em plena Praça Castro Alves às 10 da manhã? Quem fora do Estado pode imaginar que durante os festejos de Momo na Bahia existe um palco do rock que reúne nada menos que 15 mil pessoas para assistir à performance de bandas de vários cantos do país? Na verdade, trata-se de um trio elétrico estacionado no coqueiral de Piatã e cerca de 40 bandas vão se revezando em quatro dias de festival para os desafetos do axé e congêneres. Para esse ano está confirmado um bloco comandado pelo festejado dj inglês Fatboy Slim, a insistência da cantora Daniela Mercury em comandar um trio com música eletrônica que alguns chamam de pioneirismo e outros chamam de cara de pau mesmo e a novidade que a Folha de São Paulo espalhou para o país ontem:
Bono Vox e sua troupe do U2 estarão em cima do trio elétrico Expresso 2222. Só não se sabe se darão uma canja ou apenas ficarão estupefactos olhando a multidão que compõe a maior festa de rua do mundo.
Vou me dividir entre a capital baiana e a Chapada Diamantina. Fico somente até sábado na folia desvairada e depois pego a estrada rumo a Rio de Contas. Quero montanhas e cachoeiras para me reenergizar e preparar para o inicío do ano que só começa de verdade depois que o carnaval passar!
JoHnNy::[03:43]
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Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006
pagando mico e enchendo a pança
Embora o verão esteja pegando fogo na cidade do Salvador, as opções de lazer para o sábado eram escassas. Penetrar a caverna dos horrores que é a Off Club nesse dia, definitivamente estava fora da lista, então o jeito foi aceitar o convite de Kleber e ir à festa de aniversário da sua tia Lúcia no Corredor da Vitória. Detalhe: era uma festa à fantasia e segundo o meu amigo tinha até concurso e prêmio! Assim sendo, saí à cata da fantasia que vesti no Bloco Os Mascarados em 2004, abri armários, fuçei nos quatro cantos da casa e enfim encontrei o vestidinho de grego dentro de um baú, a sorte é que a diarista lavou a fantasia outro dia, estava dentro de um plástico e cheirosinha ainda.
À tarde almocei um delicioso caruru feito pela mãe de Fúlvio e fomos os dois à casa de Binho ver o que ele tinha de fantasia para o meu amigo. Ficou decidido que ele iria de pescador e Binho (kleber) de anjo, asas, auréola e mais uma saia-calça assinada por Rino Carvalho, figurinista de 9 entre 10 produções do teatro baiano.
Assim sendo, marcamos os três de aparecer na festa lá pelas 22 horas. Quando estacionamos o carro na porta do prédio pude ver que no playground não havia ninguém fantasiado.
- Erramos de festa!
Foi o que exclamei, mas os porteiros disseram que era ali mesmo. Questionei com eles se havia mais alguém fantasiado além de nós, porque se a resposta fosse negativa, rodava minha sainha ali mesmo e voltava pra casa. Disseram que sim. Atravessamos o imenso salão com todo mundo nos olhando e não via em minha frente sequer uma odalisca, uma bailarina, uma múmia que fosse! Todo mundo vestido normalzinho nos olhando com cara de riso! A vontade era matar meu amigo!
Mas eis que ali mais a frente sentadinha com uma cara de desolamento estava uma freirinha e gritei para ela:
- Ainda bem que a senhora está aqui, irmã!
E a simpática moça me pegou pelas mãos e me levou para o salão de festas onde havia uns 10 fantasiados, isso num universo de duzentas pessoas. Daí em diante, foi cerveja pra dentro e relaxar, já estava pagando mico mesmo, o jeito era procurar me divertir o mais que pudesse. E teve concurso e tudo e fui anunciado como deus grego! Chamado de forte por conta do peitoral à mostra! hahahahaha! E para minha sorte a aniversariante estava vestida de grega com uma roupa no mesmo tom de azul que eu! Dançamos para o delírio de todos e devido ao excesso de peso e a altura do salto do sapato, assim que me afastei ela tombou no chão, não vi a cena pois estava de conversa com a marroquina misteriosa.
No concurso, só perdi para o carisma do anjinho de Kleber que fechou com o jogo de pernas e conquistou o público ficando em segundo lugar e para o cowboy negro, aliás, diga-se de passagem o negão teve direito a música especialmente escolhida para ele: "Você é um negão de tirar o chapéu!". O cara era realmente bonito, um deus de ébano, puta que o pariu!
Fiquei satisfeito com meu honroso terceiro lugar e mais uma vez foi servido caruru. Creio que engordei uns 600 gramas só nesse dia!
P.S.: A nova cara do blog é um mimo do meu querido amigo Paulo Pinheiro, artista plástico, que mora em Recife e tem um coração maior que o rio Capiberibe!
JoHnNy::[02:45]
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Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006
o que é que está faltando?
Tenho me esforçado para não ficar triste com a ausência da minha amiga Mariette neste mundo, até porque ela sempre foi uma mulher alegre e não gostaria de ver as pessoas que ama pra baixo! Às vezes quando o telefone toca fico pensando que poderia ser ela, então cai a "ficha" e vem a sensação de vazio. Falando em cair a "ficha", noto que esta expressão não é tão antiga, alguém me corrija se eu estiver errado, mas acho que na época das fichas telefônicas esta expressão não era usada ou pelo menos não era tão usada quanto hoje. Muitos adolescentes desconhecem o que é ficha telefônica, são dos modernos tempos do cartão telefônico, então isso de cair a "ficha" é anacrônico, é coisa de coroa ou pré-coroa como eu!
Falando nisso: segunda-feira Kleber me tirou de casa e fomos assistir ao novo show da lendária transformista Divina Valéria. Desta vez a artista ataca de marchinhas de carnaval e canções imortalizadas pelas rainhas do rádio, dando um enfoque maior ao repertório de Emilinha Borba, de quem foi amiga pessoal. A praça no Pelourinho estava completamente lotada e de portas fechadas, foi preciso implorar ao segurança que me deixasse entrar, pois meu amigo me esperava lá dentro. A quantidade de coroas presentes na platéia era tamanha que somadas todas as idades deveriam passar de uns cinco mil anos! Até a rainda do rádio baiano de 1958 estava presente, a vetusta Clélia Mattos, que não se fez de rogada e cantou junto com Valéria. Aqui e ali um jovem ou um pré-coroa como eu balançando os corpinhos ou rindo com as histórias que Valéria conta entre uma canção e outra, mas esses não sabiam cantar as músicas, estão fora das rádios há décadas. Eu sei uma dúzia delas e me diverti muito com:
O vovô ia a cavalo
Para visitar vovó
O papai de bicicleta
Pra ver mamãe, ora vejam só!
Hoje tudo está mudado
Mudou tudo, sim senhor
E eu tenho uma lambreta
Para ver o meu amor
Corre, corre, lambretinha
Pela estrada além
Corre, corre, lambretinha
Que eu vou ver meu bem (Composição: Braguinha)
Ri muito, porque a letra tem tudo a ver com a minha família. Meu avô ia visitar minha avó a cavalo, meu pai à minha mãe de bicicleta e eu tenho uma lambreta, na verdade uma scooter, mas é tudo a mesma coisa. A mim, portanto, só está faltando agora é um bem...
JoHnNy::[01:44]
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Terça-feira, Fevereiro 07, 2006
queixo-me as rosas, mas que bobagem, as rosas não falam
Sábado partiu desse mundo a minha grande amiga Mariette. Fica a saudade de nossas longas conversas regadas pelo saboroso café de Rita, dos nossos passeios ao shopping nas tardes mornas só para passar o tempo ou tomar um sorvete na Perini. Fica a saudade do vatapá feito para os amigos que chegavam do exterior e os daqui mesmo, saudade dos conselhos maternos e dos puxões de orelha, dos telefonemas noturnos para avisar de algum programa interessante na TV, dos almoços fartos e das conversas ainda maiores sobre suas viagens ao redor do mundo. Foi com ela que aprendi que não se deve parar no tempo, que tomei gosto por viagens internacionais. Ouvia pacientemente, às vezes, as mesmas histórias contadas da mesma forma, mas sob perspectivas diferentes, iluminando aqui e ali com sua vivacidade e humor raro. Perdi não só uma amiga, perdi uma segunda mãe. Não quero ficar triste muito tempo, porque ela não merece que se fique triste por sua ausência. Se existe céu, ela estará lá e, como ela mesma queria quando saísse da cama, que façam uma festa para sua chegada.
Sua canção favorita:
AS ROSAS NÃO FALAM
(Cartola)
Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim
Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe sonhar com meus sonhos
Por fim.
JoHnNy::[03:52]
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Sábado, Fevereiro 04, 2006
"O que Jack lembrava e desejava de uma maneira que não podia evitar nem compreender era o tempo daquele verão distante em Brokeback, quando Ennis chegou por trás dele e o agarrou, num abraço silencioso que satisfez uma fome compartilhada e sem sexo".
Evitei ler muita coisa sobre o tão comentado "filme dos cowboys gays", como muita gente anda chamando Brokeback Mountain, antes de assistir. Tanto para não criar expectativas quanto para ficar sabendo demais, o que em minha opinião altera a fruição de quando estou ignorante acerca de uma obra de arte. Agora, depois de sair do cinema na estréia, vejo que não se trata na verdade de um filme gay, como estamos acostumados, quem for ao cinema esperando cenas quentes, música dançante, gags e textos irônicos vai se decepcionar. É na verdade um delicado filme sobre o amor, um amor impossível que persiste por mais de 20 anos. E é o medo que impede que Ennis Del Mar se entregue de corpo e alma ao sentimento que nutre por Jack Twist. Logo depois de se descobrirem apaixonados um pelo outro, se separam, cada um vai pro seu canto, se casam, constroem famílias e só quatro anos mais tarde é que se encontram e reacendem a chama adormecida. Aliás, essa é a cena que mais me tocou. A partir daí eles se vêem só duas vezes por ano, sempre no alto da montanha, longe de tudo e todos, tendo como cenário uma natureza exuberante. As cenas na montanha foram filmadas no Canadá. No livro, os dois vaqueiros são feios, mas é claro que o cinema americano colocaria dois pitéus da hora para um filme que já ganhou a palma de Ouro em Veneza, o Golden Globe de melhor filme e está concorrendo ao Oscar por oito estatuetas. Os protagonistas, Heath Ledger e Jake Gyllenhaal, estão muito bem nos papéis, especialmente Ledger. Não devo falar mais, a internet tá cheia de bons comentários sobre o filme e você deve ir ver o quanto antes.
JoHnNy::[03:38]
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Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006
quente e frio
Dia quente de verão, hoje passei o dia todo em casa e mesmo com o ventilador de teto na velocidade máxima o calor ainda era implacável. Saí apenas para ir ao hospital onde minha grande amiga permanece, amanhã completam 3 semanas de sua internação. Ontem não consegui conversar com ela, estava dormindo o tempo todo, tomou remédios fortes. Hoje, conversamos um pouco, mas a sensação é que ela está nos deixando e isso me fez voltar do hospital com o coração apertado. Ela não é nem sombra da mulher forte, espirituosa, vivaz que sempre foi, a doença está vencendo a batalha. Essa noite sonhei que ela estava bem e pude vê-la novamente do mesmo modo como era. Eu disse que ela não era nem sombra do que foi, mas mesmo na condição que está ainda conserva um rasgo de espirituosidade. Depois que a enfermeira deu a sopa, veio oferecer um café já frio que ela recusou, dizendo: "Sopa, café e homem só prestam quente!". E arrancou risos de quem estava no quarto.
Assim é minha grande amiga Mariette, e é assim que quero sempre lembrar dela...
JoHnNy::[01:23]
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