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Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005

que a folha traga e traduz

O último dia de fevereiro foi de uma beleza solar. A neve ainda cobria as ruas, os carros, a grama.
Num céu azul digno de registro o astro rei brilhava imenso como se dissesse: "quem manda aqui sou eu".
Nao resisti e saí de casa.
Andando pelo bairro, aproveitei para panfletar os flyers da festa de sexta-feira no Café Sol.
Entrei e saí de varios bares, cafés, hotéis e havia algo de diferente no rosto das pessoas, acho que o brilho do dia.
Ainda é prematuro dizer, mas o verão se aproxima. Antes às 16:30 a noite chegava, agora até perto das 18:00 ainda está claro.
ciao, fevereiro!
até o ano que vem...



JoHnNy::[21:01] |


Domingo, Fevereiro 27, 2005

às margens do rio amstel

Quem diria que uma vez por mês estaria eu frequentando uma roda de pagode? Nunca tive preconceito com nenhum gênero musical, até mesmo o famigerado axé music já me viu dando uns passinhos aqui e acolá, principalmente nos dias de Momo, mas daí a levar o b.f. para o Pagode do Alberto e ensinar-lhe os primeiros passos de samba vai uma certa distância. E haja distância mesmo!

Desde sexta-feira que estou um rapaz comportado, dormindo e acordando na Rivierenbuurt, na casa do Oren, ouvindo música brasileira, assistindo TV, aninhado em braços fortes...

Amanheceu um lindo domingo de sol com a neve cobrindo tudo. André tomou café da manhã com a gente, brincamos com umas perucas, registramos a fechação, nos despedimos do moço bonito e pedalamos até a cidadezinha de Oud Kerk. O caminho é pelas margens do rio Amstel. Curioso é que as casas ficam abaixo do curso do rio. O frio é tanto que penso que minhas orelhas vão cair. Ao mesmo tempo a paisagem é de uma beleza sem par.

Na entrada da minha rua alguém escreveu sobre um carro vermelho coberto de neve a frase: eu te amo! A língua portuguesa é mesmo um porto para a poesia...

JoHnNy::[15:12] |


Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005

é o mundo que me leva!

Dias de inverno que parecem não acabar nunca. A neve chega, mas derrete em seguida, não há temperatura baixa o suficiente para deixar a brancura envolvendo tudo. Segundo a meteorologia no domingo fará - 8 graus. E sol. Frio e sol, combinação perfeita.

Ontem voltei a posar em Ganzenhoef no atelier do Nico. Fazia tempo que não ia lá. Apenas duas poses. Longas. Cada uma 45 minutos. Lembrei do Leo que disse ser impossível ficar tanto tempo parado. No toca discos a voz da Zizi Possi. Uma pintora tentava cantarolar, mas eu era o único ali capaz de saber o que diziam aquelas canções e a memória emotiva dava saltos dentro de mim...

No retorno pra casa tive que esperar o metrô por meia hora, um frio absurdo entrava nos ossos e parecia que eu ia desintegrar. Ao mesmo tempo uma vontade enorme de mijar e nesse país não há banheiros nas estações, aliás não há banheiro em lugar nenhum. Ninguém mija nessa porra? Ninguém caga? Tive que esperar chegar na estação onde desceria, chegando lá até procurei um matinho, um muro mais discreto e nada! O jeito foi montar na bicicleta e ir correndo pra casa. Passei um pouco mal, talvez o frio, mais a fome e a vontade de mijar. Tudo junto foi uma bomba! Encontrei o Oren em casa, André e Lucas (que chegou do Brasil) ao violão. Jantei uma pasta com tuna, recebi uns carinhos do Oren e a sensação de mal estar se foi...

Dormi como um bom menino na casa dele, antes terminamos de assistir "As Domésticas". Difícil foi explicar a abissal diferença de classes que ainda existe no Brasil.

A cara nova do Blog é um mimo do meu amigo Paulo Pinheiro, um artista lá do Recife. A bem da verdade, eu enchi tanto o saco dele que ele me presenteou com a nova interface e eu ainda coloquei defeitos, mas ele é canceriano, como eu, e sabe que os cancerianos são os mais chatos de todo o zodíaco. Os mais chatos, mas também os mais românticos, os mais carinhosos, os mais gostosos...

JoHnNy::[08:46] |


Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005

fevereiro é curto e gasto*

fevereiro não pede licença, vai chegando, cara borrada de make up barato, goles de cerveja, neve caindo do céu, um passeio de bicicleta pelo parque, um casaco jogado no lounge da sala, uma câmara fotográfica esperando, a música do rádio, o som do computador, os dedos no violão. fevereiro é o irmão mais moço de janeiro, pode ser mais cool se quiser, tem dentes alvos cor de neve. fevereiro tem uma inspiração na escrita de *marco gondim numa tarde holandesa. fevereiro é dentro e fora, meio nascedouro, é o cara mais desejado da escola, mas que nem te olha, só às vezes de soslaio, promete te encher de desejos. fevereiro é uma espécie de primo distante. fevereiro nem nasceu ainda.

JoHnNy::[12:49] |


Terça-feira, Fevereiro 22, 2005

a mãe que grita pelo filho

Pareço uma criança com a nova câmara digital, não quero largar o o brinquedo novo (híper-ultra-moderninho) nem pra fazer cocô... Nojo!

O fim de semana foi quente, intenso, vibrante. Conheci o Fabius do fotolog (/fabiuscastrus), o Kiko do Orkut e o Paulo do Gdar que mora em Boston e veio passar 4 dias em Amsterdam. Muita farra, detalhes proibitivos que nunca serão revelados. Amizades virtuais que se consolidam no mundo real. Cada vez mais as barreiras entre o que é virtual e real nesse mundo de meu Deus vão diminuindo.

Quando é mesmo que vão inventar o teletransporte para eu poder ir à Bahia e dar um abraço forte nos queridos amigos e, principalmente, na minha adorável mãe?
Liguei pra Mainha no domingo e ela tomava uma cerveja e gritava comigo ao telefone:

- Eu te amo, meu gato! Não esqueça disso!

Como esquecer uma mãe que grita com o filho do outro lado do Atlântico chamando-o de meu gato?

JoHnNy::[13:48] |


Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005

zilhões de coisas acontecendo no mundo

Esse blog na verdade é um exercício de umbiguidades, nem sei se essa palavra é um neologismo inventado por Iami Rebouças, adorável atriz baiana, aliás, esse negócio de falar em ator baiano é esculhambação. Ator é ator em qualquer canto do mundo, uns melhores outros nem tanto, mas enfim, eu estava falando do blog, do meu umbigo e da adorável atriz mundial, Iami Rebouças.

Sobre o blog eu quero dizer que tem milhares de coisas para contar para vocês, no entanto, mais uma vez estou entrando em crise com ele e se eu ficar muitos dias sem postar, caríssimos leitores, a culpa não recairá sobre vossas cabeças, não se preocupem. Sabemos que ultimamente estão alimentando razoavelmente o espaço para comentários. Eu disse, razoavelmente, porque blogueiro que se preza sempre quer a confirmação de que os amigos e os anônimos passaram por aqui. E como saber? Só mesmo pelos comentários.

Quanto ao meu umbigo, vai muito bem obrigado, bem agasalhado, bem acarinhado e nesse exato momento bem alimentado por um ravioli com ricota e espinafre.

E sobre Iami, alguém me dá notícias do que ela anda aprontando nos palcos da vida?

JoHnNy::[18:28] |


Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005

a deslumbrante e o deslumbrado

Uma das acepções desse adjetivo comunica que deslumbrado é aquele que, por demonstrar excessivo entusiasmo por alguma coisa, é visto como pessoa tola, destituída de crítica. Está assim, literalmente, no Houaiss, que para mim forma ao lado de Aurélio Buarque de Hollanda uma dupla de homens dos mais inteligentes do Brasil, ambos se dedicaram às palavras. Já deslumbrante é aquilo que maravilha, que impressiona por suas qualidades raras ou superiores; fascinante.

Ontem um encontro se deu entre a deslumbrante e o deslumbrado.

A deslumbrante nesse caso é a cidade de Deng Haag e o deslumbrado, naturalmente, é esse baiano-caboclo-cabotino-balzaco, aqui chamado doravante de brazuca, habitando em terras estrangeiras.

Pelo que contam os velhos alfarrábios de história o último habitante da velha e gorda Bahia a provocar algo semelhante a um deslumbramento em terras holandesas foi o baixinho de cabeça enorme e cérebro privilegiado: Ruy Barbosa. Consta que Ruy, literalmente, arrasou no Congresso Internacional pela Paz em 1907 na cidade de Haia, essa mesma Deng Haag, que em português, sabe-se lá porque, recebe essa tradução.
Ruy Barbosa, que falava mais de sete línguas fluentemente, é hoje objeto de crítica de muito jornalista deslumbrado e está sendo facilmente confundido com um desses políticos obtusos que infestam nossas câmaras de deputados e vereadores país afora. Dizem que ele mandou queimar os arquivos sobre a escravidão para evitar que os negros resolvessem pedir idenização ao Estado. Embora terrível, não se sabe se essa conjectura é verdadeira, não temos como confirmar um fato desses e não duvido de nada, absolutamente nada que venha dos nossos políticos, mesmo os intelectualmente mais favorecidos. Fernando Henrique fez bonito em suas andanças pelo exterior, mas alguém aí se lembra o quanto ele foi criticado por essas viagens? O que, de fato, tantas milhagens trouxe de proveito para o Brasil além de engordar o miles card do ex presidente?
Nossa República, desde Ruy aos nossos dias, avançou sobremaneira, nos fazendo até eleger um homem que sequer fala bem a língua portuguesa. O mais poderoso homem do Brasil hoje é um legítimo representante de um povo conhecido como desnutrido e batalhador, mas ainda assim esse mesmo homem é um daqueles políticos que continua se rendendo aos conchavos, tão reprovável quanto queimar arquivos. Se não, como explicar sua associação a nomes podres, como o da família Sarney, por exemplo, que muito antes de se sentar no trono do Planalto Lula tanto combatia?

Mas deixemos de lado esses personagens, a velha, ou melhor, a caquética, a nova e a já desgastada República e deixem-me vicejar sobre o deslumbramento que é a cidade de Deng Haag. (Antes que eu me esqueça, não há sinais visivéis da passagem do velho Ruy por lá, contrário a ele não deslumbrei ninguém o suficiente para ganhar a alcunha de Águia de Haia.)

Saímos de Amsterdam, de trem, num quarteto de rapazes barulhentos: eu, André, Duda e Ricky Seabra (que merecerá um post à parte brevemente).
Duda está em cartaz no Teatro Korzo num festival especialmente preparado para sua companhia de teatro, a Quade & Paiva. Depois de circular pela parte moderna da cidade e me sentir num cenário de filme sci-fi, entramos na parte histórica, sede do parlamento holandês, capital política da Holanda e residência oficial da rainha Beatrix.

Prédios inimagináveis, estruturas de ferro e luzes, trens que circulam por debaixo de monumentos arquitetônicos, tudo graciosamente projetado numa desordem espantosa entre o absolutamente moderno e o muito antigo, fazem da capital da Holanda um lugar especial. Dito assim parece caótico, mas a mistura funciona. Diferente daquela assepsia falsa que Brasília provoca. Podem me acusar de deslumbrado, já assumi o título lá em cima, mas quando conheci Brasília achei a cidade de uma feiúra doentia, senti falta das pessoas andando nas calçadas, aqueles espaços imensos que trazem uma sensação de isolamento. Tive vergonha de sentí-la capital de um país dos mais bonitos do mundo em se falando de beleza natural, é lógico. Preferi estar em Goiânia, assumidamente brejeira. Brasília seria a nossa chance de exibir para o mundo uma arquitetura que se aproximasse do quanto é deslumbrante a nossa paisagem, as montanhas e o mar, o azul do céu, o por do sol, belezas essenciais que faltam a países super desenvolvidos como a Holanda, dona de um clima terrível e terras planas sem graciosidade.

Deng Haag é linda, sem dúvida, há espaços largos mais que em Amsterdam, que embora deslumbrante também, pode ser claustrofóbica e padece de cores nas fachadas, aqui tudo é marrom demais. O que salva são os canais iluminados que lançam cores nas ruas. São duas cidades muito antigas, Amsterdam tem mais de mil anos e em Deng Haag vi construções históricas que datam de quando nosso Brasil nem sonhava em ser invadido por esses branquelas europeus.

O espetáculo que assisti foi precedido de uma palestra sobre arte mexicana: Rivera, Frida Kahlo e outros artistas foram citados e fiquei feliz de, mesmo cochilando por ter acordado muito cedo para viajar e de ter andado com uma bota de salto médio o dia todo, poder compreender o inglês do palestrante.
Vale o registro que, mesmo fazendo turismo, nos rendemos às compras e troquei a ainda nova camêra digital por outra mais cheia de recursos.

Me emocionei pela primeira vez ao ponto de arrepiar todos os pêlos do corpo, assistindo a um trabalho artístico nesse velho continente. Minimalista e sensível, sem nunca cair no óbvio, "dead orange walk" é Duda e sua partner na manipulação dos bonecos contando um pouco da história de Frida Kahlo. Ali, entre a narração do diário da artista e os movimentos dos bonecos que, às vezes, parecem vivos, vê-se a história de qualquer um se fundindo com a de Frida. É uma peça sobre o amor, sobre a vida e sobre como perdê-la.

Voltamos à Amsterdam numa carona de carro, ainda fui para a casa do boyfriend levando dois filmes na bagagem: "Domésticas" e "Saudade", um gay movie alemão de qualidade duvidosa que me atiçou a curiosidade apenas por ser protagonizado por um baiano, meu conhecido - Aldry Anunciação - com Zezé Motta também no elenco. Não passamos sequer do meio desse filmeco e mesmo com as legendas fast da comédia, decidimos começar a ver "Domésticas", um libelo sobre as empregadas brasileiras em São Paulo. Oren deu boas gargalhadas até às 4 da manhã, mas paramos antes que o sono nos capotasse.

Enfim, o longo dia de ontem foi especial. Tanto em Deng Haag quanto em A'dam city.
Cultura, turismo, amigos, namorado e alegria. O que se pode querer mais?
Só falta ganhar dinheiro para esse brazuca ser mais feliz...

JoHnNy::[14:42] |


Terça-feira, Fevereiro 15, 2005

valentine's day
Se tenho ou não um namorado de fato, eu não sei, mas por direito ganhei meu presente. Tomamos vinho do Porto, comemos uns petiscos, ouvimos boa música e fizemos amor como grande parte da população mundial que comemorou a data ontem. Um dos países onde isso é exceção é o Brasil, que por questões comerciais transferiu a comemoração do dia dos namorados. Consta que foi para melhorar as vendas de junho, então o mês mais fraco para o comércio e com o apoio da Confederação de Comércio de São Paulo. É mais uma convenção, sabemos todos, mas pelo menos em fevereiro há uma boa explicação, é dia de São Valentino, padroeiro dos enamorados. Ganhei um porquinho fofo, bom de apertar e cor-de-rosa! Ainda bem que não foi de pelúcia, me provoca gastura! Como um bom namorado que tento ser, pedi que borrifasse o porquinho com seu perfume preferido e coloquei-o sobre a minha cama. Seu primeiro nome foi "Oinc", mas pouco antes do sono chegar, na madrugada, foi batizado como "Dindi" por conta da canção que ouvíamos na voz de Astrud Gilberto...

JoHnNy::[14:24] |


Domingo, Fevereiro 13, 2005

dois amigos num domingo à tarde papeando no msn:

(observação importante: não leia! conteúdo fútil sem importância nenhuma para pessoa séria e/ou intelectual de caderno 2 e/ou moderninho que se julga "o" Jack Kerouac da blogosfera)

animadinho da estrela:
Drie??????????????????
animadinho da estrela:
boa tarde!
Drie:
Daee
Drie:
Boa
Drie:
tudo bem?
animadinho da estrela:
o flog tá fora do ar?
animadinho da estrela:
tudo
Drie:
Sim está
Drie:
tô todo empolado
animadinho da estrela:
viuxe
animadinho da estrela:
naum foi a comida daqui, né?
Drie:
não
Drie:
é pq o flog tá fora do ar!
Drie:
hahahahhahaha
animadinho da estrela:
viciado! hahahahaha
Drie:
putaria minha
animadinho da estrela:
saí ontem para a Cockring com + 3 amigos, 2 brazucas e 1 dutch
Drie:
me conte
Drie:
o que rolou?
animadinho da estrela:
daí fiquei fazendo uma linha fina e naum entrei no dark room
Drie:
hummmmmm
animadinho da estrela:
pq naum sou dessas pessoas, vc sabe!
Drie:
acho muito estranho esse babado de quarto escuro
animadinho da estrela:
mas eu tava de olho num francês, pq meu amigo ficou com o amigo dele no dia anterior e eu soube q ele era francês
Drie:
mas vc ficou com alguém?
animadinho da estrela:
mas ele meio que me esnobava, eu olhava, ele olhava, mas ninguém se aproximava
animadinho da estrela:
eu disse ao meu amigo: a França já foi poderosa no sec XVIII, a Inglaterra no sec. XIX, Os EUA mandaram no sec XX, agora quem vai reinar no sec XXI é o Brasil, nós temos a água, meu bem!!! Ele que venha falar comigo!
animadinho da estrela:
e não fui lá, ele se aproximou duas vezes, mas olhava de soslaio com aquela cara de francês
Drie zegt:
ooolha você fazendo a linha difícil
animadinho da estrela:
daí ele tirou a camisa
animadinho da estrela:
detesto quem faz isso em boate!
Drie:
ai sim, não gosto tbm
Drie:
mas e aí.. conta conta
animadinho da estrela:
um peitoral show ele tem, todo malhadinho, mas um detalhe uó:
animadinho da estrela:
um piercing no umbigo!!!!!
Drie:
hahahahahahaha
animadinho da estrela:
mas todo machinho!
animadinho da estrela:
daí desencanei, eu tinha tomado um ecstasy
animadinho da estrela:
tava dançando horrores, naum conseguia ficar parado!
animadinho da estrela:
subi para o bar no andar superior para fumar um cigarro de cravo
animadinho da estrela:
quando me aparece um carinha de 25 anos, olhos azuis, irlandês, ator de teatro, mora em London
Drie:
Vc já se mete com atores
Drie:
hehehe
animadinho da estrela:
do nada vem essa gente, porque será?
Drie:
seu carma
Drie:
hehehehe
animadinho da estrela:
hehehehe
animadinho da estrela:
papo vai, papo vem, beijo vai, beijo vem, deu 5 horas pegamos um taxi, deixei minha bicicleta na rua e ele saiu daqui de casa agora de manhã
animadinho da estrela:
Vou pra rua, vou buscar minha bike antes que um ladrão a leve!
animadinho da estrela:
beijos
Drie:
ok
Drie:
vá lá
Drie:
beijão
animadinho da estrela:
outro

JoHnNy::[12:22] |


Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005

happy hour
O amigo que mora comigo foi ontem para Madrid para uma feira de arte, volta no domingo, portanto estou só em casa...
Ao contrário do que pensam as mentes pecaminosas não estou aprontando nada do que não aprontaria se ele estivesse aqui.
Hoje Adriano veio passar a tarde comigo, nos conhecemos virtualmente há meses, antes mesmo de eu vir morar em Amsterdam e só hoje nos vimos pessoalmente. Para comemorar o encontro, fiz um ravioli rossi com formaggio, pomodoro e basilico. Tomei vinho e ele, fanta laranja.
Rimos muito e tiramos fotos que amanhã estarão postadas nos respectivos fotologs: no dele e no meu.
A propósito, este simpático blog tem agora um fotolog exclusivo, visitem! É só clicar ali ao lado, embaixo dos arquivos, onde está escrito BoKaPiCs.
Não abram se tiver criança por perto ou se seu chefe estiver muito próximo ao monitor!
Agora, me dêem licença que vou ao happy hour do Soho.
Sim, a hora feliz dos meninos alegres começa à meia noite.

JoHnNy::[20:57] |


Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005

o que a falta de sono não faz
Sentado na poltrona do trem com destino a Haarlem nessa manhã chuvosa, diante de mim a artista plástica e modelo Ellen.
- Como é a vida artística em Portugal?
- Não sei, eu sou brasileiro, posso dizer como é em meu país.
- Desculpa, pensei que você fosse português, é que eu não dormi direito, sabe...


JoHnNy::[17:47] |


Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005

pitadas de inocência

E passando pela feira-livre da Albert Cuyp vejo um tabuleiro de mangas. Adoro manga. É minha fruta preferida. Com 1 euro trago 3 delas. Hoje, resolvi comê-las e me deparo com mangas com gosto de abacate. Odeio abacate. As bananas também são tão sem graça por aqui.

Nem uma gota sequer de vontade de estar no carnaval de Salvador. Há anos venho cansando daquela festa. Nem mesmo Os Mascarados conseguiu me deixar com saudade. Ô, menino desumano!

Não, não vou responder ao tal Matheus que deixou um comentário no post anterior me acusando de ser mau brasileiro, de empolgamento com a Europa, que ele transita por num sei onde e blá blá blá. Parodiando Jô Soares, não querendo responder e já respondendo: Porque você não deixou um e-mail de contato, meu caro? Adoraria prosear com vossa senhoria, seria uma oportunidade única de me informar melhor sobre a loira do momento e o mundo fashion, isso me faria uma pessoa melhor, sem manchas de dúvida. A próposito, quem sou eu para deixar de amar o Brasil? Eu sou o Brasil, eu me amo, assim amo o Brasil. Se bobear, até amo você. E aproveita que esses dias eu tô bem facinho...

Um amigo que não fuma sequer maconha tomou um ecstasy no sábado e ficou dois dias sem dormir e ainda me liga às 7 da manhã para narrar suas aventuras tardias no mundo das drogas. Logo pra mim que nem chupo balas soft?

Sim, leitores fiéis (o contador mostra 26931 visitas até esse momento, excluindo as minhas entradas! Porque tem contador q se vc der um refresh na página ele conta de novo, esse aqui não, baby!) ando flutuando e me perguntando o que tenho que atrai gente bonita para os meus lençóis? Não é querendo me gabar não, mas passei o final de semana ao lado de uma daquelas pessoas que entrou na fila da beleza duas vezes e Deus deixou passar desapercebido.
- "Caralho! Olha o cara de novo na fila", disse o Criador.
Mas eu mereço, mereço sim. Não terei nada para contar aos meus netos, porque não os terei.

Em compensação, vou ter material suficiente para punhetas homéricas!


JoHnNy::[08:43] |


Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005

de onde vem o baião?
Para encerrar o assunto Gisele, porque eu já me enchi e assumo que não estou apto a dar palpites nessa seara, uma vez que não leio revistas prosaicas e muito menos de fofocas, sou um leitor mais apurado! Hahahaha. Eu disse e continuo afirmando que a modelo não é assim tão famosa quanto a mídia brasileira vende ou como foi em outros tempos a Kate Moss, por exemplo, ou ainda é a Naomi Campbell, essas sim viveram uma época onde as modelos tinham uma aura celebrity mais calibrada. Conversando com o Oren sobre isso, ele acha que na América do Norte as pessoas se envolvem mais com o mundo das celebridades, aqui na Europa e principalmente mais ao Norte, a regra é ser cool, o comportamento é mais blasé mesmo. Imaginem que o "Ocean's Twelve" teve cenas gravadas em Amsterdam com George Clooney e companhia e não se viu aqueles arroubos de fãs gritando nem pedindo autógrafo. Pode se atribuir isso ao jeito frio do norte europeu ser, mas lá pelas terras do Tio Sam, a gente está careca de saber, o povo é bem caipira mesmo. E não me venham dizer que o americano médio é um povo requintado, não é mesmo e aqui volto a generalizar sem medo.
Quanto a essa edição do BBB, caros e fiéis leitores, não chega nem perto daquele onde a mulher batia as panelas, o Domini (lembram?) era um vilão mais carismático e, claro, menos gostoso que esse doutor Rogério, que é uma anta e não sabe nada de geografia. Para ele Brasil e América Latina estão distantes. Além disso, não há romance, ninguém namorou ninguém ainda, é só papo de armação para ver quem a tropa de choque vai tirar e ganhará o reino do céus e o troféu ingenuidade aquele que achar que a Globo colocou Jean ali dentro sem o propósito dele assumir a homossexualidade para alavancar a audiência. Me façam uma garapa que é muito melhor!
E, puta que me pariu, ninguém naquela casa sabe cantar afinado? Que horror!!!
vem debaixo do barro do chão

JoHnNy::[10:45] |


Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005

gisele, que gisele?
A gente no Brasil acostumado com o tratamento que as celebridades recebem fica surpreso quando se depara com a verdade aqui fora. Quando eu disse que a Gisele não é tão famosa assim como pensamos, várias pessoas se manifestaram. Mas é fato, minha gente. Hoje em dia, esse negócio de supermodel se pulverizou em milhares de rostinhos bonitos e a cada dia surgem novas beldades. A mídia tupiniquim é que insiste em aclamar Gisele além da conta e a gente fica comprando a pilha, principalmente da Globo. É curioso como até participante de reality show no Brasil se torna celebridade instantânea. E aparece na televisão, dá entrevista, vira assunto nacional. Eu não aguentava mais o tópico "Jean assume que é gay" em tudo quanto era blog que eu leio. Garanto que quando ele voltar para Salvador (e eu espero que seja com 1 milhão no bolso!) não vai conseguir sequer pisar nas areias do Porto da Barra. Triste Brasil !
É a televisão com seu imenso poder de manipulação sobre a massa pensante brasileira. Sim, porque não é só o povão que se liga em Big Brother, tem muita gente boa assistindo a esse lixo, inclusive eu que de vez em quando acesso o site e assisto via internet. Mas em 5 minutos estou enfadado. É muito ruim mesmo e olha que sou chegado num programa trash, mas esse é difícil de engolir. De todos os que eu vi é o que tem menos gente interessante sob todos os pontos de vista. Aqui na TV, tem poucos programas do tipo reality show. O primeiro deles, que é esse Big Brother, foi criado por uma empresa holandesa, a Endemol. Às segundas (e somente uma vez na semana!) tem um desses programas que é gravado numa cidadezinha da Espanha com jovens ingleses, se chama "A Vila". 3 moças recebem 6 rapazes e durante uma semana se divertem juntos até que elas escolhem 3 deles e os outros 3 caem fora. Assisto porque tem cenas de nudez, bebedeira, palavrão, insinuação de sexo e eles podem sair da casa para bares, boites e é menos enjoado que o BBB. Outro que está fazendo bastante sucesso nesse momento na Holanda é um que uma moça convive com 12 rapazes e 6 deles são gays. A cada semana sai um. No final, se ela ficar com um hetero juntos eles ganham 1 milhão de euros, mas se o cara for gay ele leva sozinho a bolada. Apenas variação da mesma baboseira, porque a fórmula desses programas já se desgastou.
Talvez o brasileiro seja mais voyeur que o resto do mundo e por isso o programa aí já esteja na quinta edição. Chamar brasileiro de voyeur é meio exagerado, o certo mesmo é chamar de mexeriqueiro, ô povo que gosta de se meter na vida alheia! Hahahaha!
Ontem fui nadar numa piscina pública aqui perto de casa, o lugar era uma antiga fábrica de tecidos, foi completamente reformado há dois anos, é um prédio belíssimo próximo a Museumplein. Encontrei com Robert, um estudande de moda da Universiteit van Amsterdam e puxei o assunto Gisele, ele é mais um que desconhece a diva das passarelas da SP Fashion Week.
E vou continuar com a minha enquete pelas ruas: Você conhece a Gisele Bundchen?

JoHnNy::[09:45] |