Terça-feira, Agosto 31, 2004
puxa prende solta
Dia que começa lesado tende a terminar assim. Fui acordado mais cedo do que esperava com o interfone tocando, era Lúcio e Ney ansiosos contando a noitada anterior. Tomei um banho e saí com eles, sequer tive espaço para contar meu domingo que terminou inusitadamente na rede...
Na noite de ontem rolou o desfile da Martinica no Barra Fashion assinado por Roney & Otávio. Peças simples e coloridas com a temática do sertão e uma trilha sonora vibrante agradaram ao público. Gostei da ambientação do Barra Fashion, embora eles sempre invistam menos que o Iguatemi. Também lá eles contam com o toque de Midas de um Paulo Borges, o homem que transformou a SPFW num evento de moda sem precedentes no hemisfério sul.
Depois tomamos duas cervejas no Largo da Dinha (claro que não resisti e comi um acarajé!) e depois fomos levar Ney no Imbuí.
No carro, Ney acendeu um baseado, dois tragos são suficientes para eu ficar lesado. A coisa mais rara em mim, que saio tanto na noite, é usar mais que a bebida como droga. Sempre tive a maconha por perto e nunca me acostumei com ela, não nos damos bem, fico down, leso, pra baixo... E o dia terminou assim.
JoHnNy::[03:14]
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Domingo, Agosto 29, 2004
um filme israelense para encerrar a semana ou quem sabe começar
Então que no sábado à noite me joguei com Thiaguinho na Off Club inacreditavelmente meio vazia que dava até para dar uma chacoalhada no esqueleto. Cheguei tão tarde em casa que o povo saia para a praia enquanto eu descia sem camisa a ladeira de casa e meio chapadinho de cerveja e sono. Pouco depois acordei com os gritos de "Brasil Campeão" com a conquista da medalha de ouro pelo time de vôlei masculino. Voltei a dormir depois de ver a TV por algum tempo e acordei quase uma da tarde.
Inventei de fazer um cuscuz, minha especialidade na cozinha, mas a manteiga de garrafa que a mãe de Jeo mandou pra mim de Barra do Mendes estava um tanto rançosa, só comi a metade do prato. No início da noite fui com Thiago e Nando ao cinema. A intenção dos meninos era ver "Olga", mas preferi arriscar "Yossi & Jagger" que como bem disse Fabiane Secches: "Não é um filme militar de amor, nem um filme gay de amor. É um filme de amor e apenas isso. Ponto final."
JoHnNy::[22:47]
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Sábado, Agosto 28, 2004
rezas & shows
Não fui à colina sagrada do Bonfim na sexta-feira, conforme sugeriu Nando, mas me vesti inteiramente de branco. Fui à loja da Kasinski tomar informações de como passar a moto para o nome da minha irmã, a compradora da Natasha. Depois fomos ao Tororó para eu conhecer um velhinho chamado Seu Antônio, um rezador de 86 anos. No caminho ligamos para Mainha e no fim da conversa ela disse que estava bem perto da gente, fomos pegá-la e partimos todos para a casa de Seu Antônio. Ele parece um daqueles velhinhos de história infantil. Nos rezou com palavras rápidas onde misturava orixás e santos e depois conversamos um pouco e partimos. Pouco antes de sairmos ele me disse que fosse ao Bonfim...
Almoçamos na casa de Mariette e passei a tarde resolvendo um quiprocó. À noite fui com Mariuna e Marcéu para o show de Scambo e Patu Fu na Concha Acústica. Pedro Pondé da Scambo tá cantando cada vez melhor e teve uma ótima performance no show, ele tem muito potencial, é carismático e usa bem o talento teatral se revelando um intérprete intenso. O arranjo de Carcará e sua interpretação foram o momento alto do show. Pedro foi meu aluno em 2000 numa oficina de teatro e no espetáculo final fez um Romeu sensível, perturbado e apaixonadamente carente, cativando a platéia inteira, o que agora ele está fazendo muito bem na música. Ontem mais de 4 mil pessoas estavam lá para aplaudir. Já o show de Pato Fu foi razoável, acho que eles estão num momento de transição da banda, atirando para todos os lados e errando os alvos mais que acertando.
De lá parei um tempo no Beco dos Artistas, tomei umas cervas com um povo ouvindo as histórias de Fábio na viagem para a Europa e um buzu para casa.
JoHnNy::[17:36]
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Sexta-feira, Agosto 27, 2004
bye bye Natasha
A primeira vez que saí com ela para algum lugar mais distante escolhemos a Ilha de Itaparica em seu lugarejo mais distante chamado Cacha Prego. Passamos 4 dias no reveillon passado. Na volta para Salvador conhecemos juntos a cidade itaparycana, berço de João Ubaldo Ribeiro e palco da invasão holandesa na Bahia do século XVII. Desde então ela foi minha companheira de passeios, idas e vindas. Nos últimos oito meses onde eu estava ali estava ela, só me deixou na mão uma vez e nossa relação foi tranquila e serena. Hoje me despedi da Natasha Kinski, minha scooter, fiquei tristinho mas sei que ela estará em boas mãos. Ela agora pertence ao meu sobrinho Marcéu. Espero que ele cuide bem dela e ela cuide melhor ainda dele. Me desfiz da Natasha porque estou com uns planos aí e ela infelizmente não está incluída neles.
Ontem à tarde atendendo a um chamado de um amigo fui a uma termas local. Fazia muito tempo que eu não ia a um lugar desses. É um desfile de homens de toalha para lá e para cá. Se você pensa que é somente a título de relaxar nos vapores, eu digo que você está redondamente enganado. O mais é impublicável porque esse blog é lido por famílias inteiras e tenho que preservar a minha fama de bom moço...
Com uma auréola na cabeça me preparo para pegar um buzu para casa, coisa totalmente fora da minha rotina esse ano, quando Luciano me liga do elogiado La Gula na Rua dos Artistas - Pelourinho. Me dirijo para lá e comemos uma massa especialíssima convidados por Robert Antonek, seu amigo americano. Robert é simpático, mas não parou de falar um minuto sequer, apenas quando enfiou um charuto na boca, isso já fora do restaurante. E foi tanta pergunta naquele inglês rápido e embolado dos americanos que em certo momento me cansou.
Depois fomos perambular em busca de um agito, encontramos Marcello Boffa e acabamos a noite num barzinho da Barra jogando dominó e bebendo cerveja.
JoHnNy::[03:35]
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Quinta-feira, Agosto 26, 2004
café e cinema
Ontem vesti a indefectível camiseta vermelha das quartas-feiras e saí à luta. Resultado: consegui o que queria!
Mais adiante contarei tudo em detalhes...
Entre outras coisas, meu dia teve uma ida ao shopping, aproveitei um bônus da companhia telefônica e comprei outro celular. Esse é o 4° aparelho desse ano, a moça que sempre atende disse sorrindo que a solução é amarrar o celular com uma corrente ao meu corpo, mas acho que assim os ladrões me levarão junto com eles. Não, Kelly! (esse é o nome da moça), prefiro que me tomem o aparelhinho e me deixem em paz.
Espero que esse de agora dure um bom tempo em minhas mãos. Optei por um modelo Nokia pequenino e simpático.
No final da tarde rolou um café com bolo na companhia mais que agradável de Larissa e Mariette e à noite um cineminha com Mimi e o casal de Morinhos. Vimos o último filme dos irmãos Coen, Matadores de Velhinha (The Ladykillers).
Uma comédia sem compromisso com nada, apenas divertir.
A crítica amou e odiou.
JoHnNy::[03:27]
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Quarta-feira, Agosto 25, 2004
amigos tarimbados
Teve gente que não entendeu: Eu quis dizer que o fato do moço ser bonito de doer não o credenciava a uma boa performance sexual. Na verdade, o beijo deixava muito a desejar e como diz uma amiga minha muito tarimbada nessas coisas da vida: O beijo é o cartão de visita. Se o beijo não for bom, metade do ato sexual estará comprometido. No caso do belo israelense até o ato em si carecia de um up grade...
Por telefone, outro amigo tarimbado disse que o nível de travação deles é muito grande. "É a culpa, é a culpa".
Sei que o gatinho de Tel Aviv acordou às 5 da manhã querendo voltar pro hotel. Eu não acreditei.
- Tão cedo assim? (Tentando abrir os olhos)
- Quero chegar antes das minhas amigas acordarem...
- Então, tá.
E lá fomos nós sobre a moto enfrentando o friozinho da aurora. Ele abraçadinho a mim para espanto dos corredores matinais.
JoHnNy::[11:30]
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Terça-feira, Agosto 24, 2004
para bons entendedores
Noite de segunda no Pelô com o povo de Israel (Shy e Shani) e Judith, a holandesa. Muito papo sobre carnaval, belezas naturais do Brasil, jeito de ser dos povos do mundo. Depois de uma caipirinha e algumas smirnoff ices as meninas se vão para o hotel e levo Shy para conhecer os deuses africanos no Dique do Tororó. Depois, bem...
Depois, digamos que fizemos um programa mais mundano...
A beleza desse garoto é impressionante, o rosto lembra o Rodrigo Santoro, só que ainda mais bonito... Mas, como dizia a minha avó que beleza não põe mesa, no caso dele a beleza não põe cama.
Não digo mais nada. Vocês entenderam tudo, né?
JoHnNy::[13:29]
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Segunda-feira, Agosto 23, 2004
em tempos de olimpíadas
Acho um exagero o destaque que a mídia brasileira dá para as Olimpíadas. Só se fala nisso na TV. Hoje na prova de ginástica tinha tanta gente parada nas ruas diante da televisão só para ver a Daiane dos Santos tentando trazer uma medalha. No caso dela, até entendo, temos mais é que louvar o fato dela ser negra, pobre e brasileira e ainda estar ali entre as 5 melhores ginastas do mundo. Já merece destaque pelo esforço, pois sabemos das condições que nossos atletas enfrentam para treinar. Mas o que incomoda é a exploração maciça da imprensa em cima dos jogos. Se houvesse um verdadeiro investimento do governo e/ou das empresas no esporte talvez a colocação do Brasil no ranking de medalhas seria melhor. Porque os talentos existem e muitos! Até o momento só ganhamos uma medalha de ouro. Veremos até o final quantas medalhas virão...
JoHnNy::[19:20]
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Domingo, Agosto 22, 2004
sunday morning
Um sol lindo nos céus da cidade anuncia um domingo quase de verão. No cd player a elegância de Cauby Peixoto cantando Frank Sinatra. A maresia de acordar tarde toma conta de tudo. Fui convidado para um passeio de escuna free, um americano rico (amigo de um conhecido) que alugou um barco e mandou que convidasse o povo. Quem quisesse ir. Em outros tempos eu estaria lá, mas declinei de ir, agora vendo esse sol penso que deveria ter aceitado. Há séculos não faço esse passeio pelas ilhas da baía. A noite de ontem foi de diversão on line e depois uma massa no apt° de Rabello. E para dar continuidade às calorias tem lasagna na casa de Vicka feita por Luciano. Deixa eu ir, senão me atraso. Hoje é o aniversário de um grande amigo e irmão que mora em Amsterdam, ele está comemorando com uma feijoada entre amigos. Tudo de bom pra vc, Dé, que Deus continue te iluminando!
E bom domingão a todos em qualquer canto do planeta!
JoHnNy::[13:21]
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Sábado, Agosto 21, 2004
no país do futebol a vida não vale um gol
Quero agradecer o carinho e a preocupação de todos vocês que comentaram e ligaram para saber de mim. O que ouvi de relatos de assaltos recentes não foi brincadeira. Mas chega de falar nisso, já deu o que tinha que dar e não vou recuperar nada mesmo, a não ser a sanidade e a calma. Não creio que essa situação mude tão cedo nesse país. Há quinze dias, Fernando Villela, um jornalista e blogueiro carioca muito conhecido foi assassinado no Rio durante um assalto. Causou comoção nacional. Saiu nos jornais e indignou muita gente, mas até quando isso vai acontecer impunemente em nossas ruas?
Do blog da Dani:
Em seu site pessoal o jornalista fazia planos, quatro dias antes da morte: ''O que não dá é para ficar adiando eternamente nossas vontades, esperando 'um dia' chegar (...) A vida, renovada, não tem limites''.
JoHnNy::[15:09]
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Sexta-feira, Agosto 20, 2004
engolindo sapo
Acordei chateado com tudo que aconteceu no dia anterior. À tarde fui a delegacia prestar queixa para pegar o boletim de ocorrência e cancelar a conta do celular que está bloqueada, mas terei que voltar hoje, pois a delegada não foi trabalhar. A polícia não serve pra nada mesmo, né? Em uma hora a quantidade de gente prestando queixa e aumentando a estatística de roubos e assaltos é impressionante. Não existe uma política de segurança, o único candidato que está abordando o assunto é Pelegrino, porque o da situação não vai admitir o caos que está a cidade. Mais tarde rolou um café com Luciano na casa de Mariette, depois a visita de Fúlvio, um pouco de esportes na TV e por dentro uma sensação ruim de impotência... Mas é cantar para subir!
Uma amiga disse que preciso fazer mais orações para o meu anjo protetor. Devo mesmo, porque nessas histórias todas de roubos e assaltos nenhuma agressão física me aconteceu, mas o dano psicológico é grande. Ontem quando deixava Fúlvio em casa, passava da meia noite, estou retornando a sua rua e me deparo com 3 rapazes sem camisa, o susto foi grande. Tive medo. Tem coisa pior que andar com medo?
JoHnNy::[12:13]
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Quinta-feira, Agosto 19, 2004
cenas de violência
Depois do lindo por-do-sol que fez ontem e da companhia dos amigos deixei Lu no Campo Grande para tomar uma sopa no Gug's e me diriji ao Garcia. Diante do Colégio Vieira, 19:30, maior movimentação de pessoas, alguém chega por trás de mim e manda ficar quieto. Um cano de revólver é encostado em minhas costas. Eu, pensando se tratar de alguma brincadeira viro para a pessoa sorrindo. Não, era mesmo um assalto! Já fui assaltado outras vezes, a última em maio desse ano. Mas desconheci minha reação. Diante do revólver apontado para a minha cabeça, eu corri. E entrei na rampa da garagem de um prédio ao lado. A garagem estava fechada. Muita gente viu a cena e correu assustada. O assaltante foi atrás de mim gritando que eu passasse o celular senão atirava. E também o relógio. Não pediu a carteira nem a mochila. E saiu correndo e eu ainda o segui por uns instantes na esperança que passasse um carro de polícia. Nada. No módulo, ouvi da policial que eu tive sorte de não ter me acontecido nenhuma violência (!) e que seria muito difícil, quase impossível, recuperar os objetos. E assim, esse foi meu terceiro celular roubado esse ano em Salvador, o segundo relógio e a enésima amargura de estar impotente diante da realidade nesse país.
Mais tarde, quase madrugada, na balaustrada do Porto conversando com amigos sobre histórias de roubos e assaltos ouvimos um barulho de algo se quebrando. Um turista italiano injuriado com uns pivetes que o estavam perturbando dá um soco no abrigo de ônibus quebrando a parede de vidro. A polícia vem e leva o homem para o módulo. Vandalismo puro. Mas quem viu tudo antes, disse que o coitado do turista não pôde sequer beber em paz num bar, porque os pivetes encheram tanto o saco dele ao ponto de jogarem uma pedra para atingir a cara do homem. A garçonete do bar disse que a horda de pivetes era comum ali. E sempre azucrinando a vida dos gringos. Pobre Salvador...
JoHnNy::[11:50]
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Quarta-feira, Agosto 18, 2004
brasil, espanha, frança e israel: o mundo se encontra no pelourinho
Luciano me ligou ontem no meio da tarde pedindo umas dicas de projetos para oficinas. Acabou me acompanhando por peripécias bancárias. Conversei com a gerente para transformar meu cartão de crédito em internacional e ela ainda me empurrou o tal do mini card chaveirinho que eu não sei para que serve. Saindo de lá fomos tomar sorvete na Cubana do Elevador Lacerda e prosear sobre a vida e amores e coisas afins. Nisso Uel me liga de SP para dar resultado sobre uma pesquisa e ao mesmo tempo ligam uns espanhóis que conheci pela internet marcando um encontro no Pelourinho. Arrasto Lu, passamos em casa, tomamos banho e fomos para a Terça da Benção. Nos encontramos com os guapos em frente a Catedral Basílica. Três simpáticos espanhóis de Barcelona. Bebemos, conversamos, jantamos e Jaime (o careca malhado) me sinaliza que alguém da mesa ao lado está mirando-me. Olho para lá e vejo quatro jovens jantando, uma moça e três rapazes. Antes de acabarmos nosso jantar, eles levantam e vão embora. Depois de perambularmos pelas ruas do Pelô subindo e descendo, nossos amigos espanhóis resolvem pegar um taxi para voltarem ao hotel em Ondina e eu e Lu resolvemos ficar um pouco mais. No meio de uma muvuca acabamos encontrando o pessoal que estava na mesa ao lado na hora do jantar, todos de Israel e de férias pela América do Sul. Fizemos as apresentações e entramos num bar onde tocava samba de roda, uma aparelhagem péssima, o ambiente lotado e umas meninas francesas se juntaram ao grupo e todos caíram na dança. Os olhos que antes me miravam agora me seduziam. Como não resisto a uma boa sedução o jeito foi me jogar... Na escadaria da Igreja dos Passos boca com boca e muitos amassos. E que rosto mais lindo...
JoHnNy::[13:00]
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Terça-feira, Agosto 17, 2004
emoções mundanas
A coisa mais emocionante do meu dia ontem tinha sido dar carona a uma prostituta dessas que usam sainha bem curta, top com os peitões estufando, fazem caras & bocas e tem aquele andar rebolativo característico. Só faltou a bolsinha! Estou eu parado num sinal vermelho e ela passa exuberante e me pede carona, eu ri e soltei um "sobe aí". No trajeto ela foi perguntando sobre minha vida e quando estávamos quase no seu destino ela meteu a mão entre as minhas pernas e perguntou se eu não gostaria de fazer amor com ela... "Assim você quer me complicar!". Foi a saída que encontrei enquanto sorria... Deixei a mariposa na Vasco da Gama e fui pra casa... Perto das dez da noite o telefone toca e era uma marmita dessas bem interessantes que somem e aparecem. Eu disse: "venha cá!" Apaguei a luz e a emoção, de fato, começou...
JoHnNy::[13:20]
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Segunda-feira, Agosto 16, 2004
falou e disse
Teve encontro do povo da comunidade "Só Britney Salva" do orkut no sábado. Essa comunidade é uma bagunça, um povo hedonista que se junta para celebrar e beijar, nunca vi um povo se beijar tanto... O nome original da comunidade é "Só Britney Salva e Madonna é Deus". Fiquei meio ao largo, dançando com Silvana e seu imenso sobretudo preto. No domingo rolou apresentação do Reluzir na Cabana da Barra e eu substituindo um ator que não podia fazer o espetáculo. Ana Rita fez uma maquiagem de envelhecimento acentuando as rugas de expressão. Quando estou em cena percebo que não retirei os dois brincos nas orelhas. Fiquei puto com esse descuido, na primeira oportunidade saí de cena e arranquei os brincos.
A noite foi para estar com Luciano Martins, amigo que foi morar em Buenos Aires, mas teve que voltar para cuidar da mãe que teve um problema de saúde e já está recuperada, graças a Deus. Saímos com Lúcio e rimos e zoamos. A última parada foi na Off que, para nossa surpresa, estava uma delícia: boa música, dançamos bastante e gente interessante. Falei !
JoHnNy::[12:56]
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Sábado, Agosto 14, 2004
você também gosta de verduras?
Ontem quando saía para o teatro Castro Alves entrei no Corredor da Vitória que, invariavelmente, perto das 21 horas sempre está engarrafado. Eu vinha do sentido Barra - Campo Grande e como a mão contrária estava vazia pilotei a moto nesse sentido. Eu vinha pensando no tombo que a Leticia levou lá na Itália e no vácuo de memória que ela teve em não lembrar como aconteceu. De repente uma mulher atravessa seu carro em minha frente sem ao menos dar sinal entrando para o Marina Victória. Tentei frear, mas a pista úmida fez com que batesse na porta do carro da imprudente motorista que apenas me olhou de soslaio e prosseguiu. Bati meu cotovelo no guidão e fiquei assustado, mas não tinha tempo de ir bater boca com a famigerada porque senão perdia o espetáculo. Comentando com uma amiga motoqueira, ela disse que isso é a coisa mais comum de acontecer na Vitória: "As dondocas dirigem ali como se fossem as donas da rua".
Então, tá!
Hoje rolou um cozido na casa de Tânia Penna. Cozido é uma comida curiosa, aquele monte de verduras de todas as espécies e no prato ao lado aquele amontoado de carnes. Fiquei no franguinho que a fiel escudeira de Tânia fez pra mim e me acabei nas verduras e legumes: couve, alface, batata, abóbora, quiabo, banana da terra, maxixe, chuchu, etc. Posso dizer com a boca cheia: Eu adoro verduras!
JoHnNy::[21:58]
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Sexta-feira, Agosto 13, 2004
sexta-feira não uma sexta-feira qualquer uma sexta-feira treze
Abertura das Olimpíadas de Athenas na TV. Um frio miserável para os padrões da cidade de São Salvador. Um dia antes inventei de participar de uma aula de spinning com Lúcio, amanheci com a bunda doendo. À noite Rino convida para assistir no teatro Castro Alves à Companhia Dance Brazil, ele fez o figurino de uma das coreografias e recebeu comentários elogiosos no The New York Times e no Washington Post. Dança contemporânea misturada a capoeira. Fascinante o vigor dos dançarinos. Depois, três cervejas com João Neto pelo circuito G da cidade e decido não me jogar em canto nenhum. O sábado vem aí. Volto sozinho pra casa para ver TV. Ganho muito mais...
JoHnNy::[23:52]
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Quinta-feira, Agosto 12, 2004
triste bahia
A cidade está tão feiosa cheia de banners com as caras dos candidatos a vereadores e prefeitos. Das pichações nem comento, o inacreditável é que existe uma lei que pune esse tipo de propaganda. Agora muitos muros vêm com o lembrete: autorizado pelo proprietário. Será mesmo? Tem uma candidata chamada Milena cujo slogan é Tudo pelo Esporte, que aparece de micro short e um top mostrando todas suas potencialidades e segurando uma bola na mão. Essa com certeza vai fazer com que muito eleitor incauto vote nela apenas por seus atributos dignos de ir para cama. Ops, eu quis dizer, câmara. Como se não bastasse as passarelas da cidade estão escondidas atrás desses banners, segundo li num jornal, isso aumenta muito a criminalidade porque não dá para se ver o que está acontecendo ali. Coisas de Salvador.
Outro fato lamentável é que esse ano não aconteceu o Projeto Julho em Salvador. Seria o décimo ano de um vitorioso projeto que trazia as atrações mais emergentes do cenário nacional nas áreas de música, dança e teatro para espaços alternativos da cidade a preços módicos. A primeira vez que Chico César se apresentou na Bahia foi dentro desse projeto. Eu pude ver bons espetáculos que jamais viriam a soterópolis se não fosse a existência do Julho em Salvador. Só deixei de participar apenas uma vez quando viajei para a Europa na mesma época. Os organizadores alegam a falta de patrocínio. E o presidente da Fundação Cultural declarou no principal jornal que "a meninada nem sentiu falta". Um grupo de artistas se indignou com essa declaração, chamar a classe artística de meninada? E ainda disse que a oferta de produtos artísticos aqui é tão grande que o Julho em Salvador não faz diferença. Sério? Ele disse isso? Foi uma tremenda falta de bom senso do senhor Armindo Bião.
Para coroar o ano em que Salvador se firma como a meca do nada acontece não vai haver o Mercado Cultural nem o Percpan. O Mercado é um evento que reúne artistas do mundo inteiro por aqui no mês de dezembro. Salvador com o Mercado Cultural entrou definitivamente na rota das cidades dos festivais de arte no mundo. Agora, dá um passo para trás. O Percpan é um panorama percussivo mundial que também por falta de patrocínio se mudou para a cidade do Rio de Janeiro.
Denúncias de corrupção atingiram essa semana o longevo Secretário de Cultura Paulo Gaudenzi, 14 anos na função. O jornal A Tarde publicou que este senhor injetou quase dois milhões de reais em empresas onde ele mesmo é sócio. Enquanto isso, projetos baratos deixam de acontecer por falta de minguados reais perto do que esses tubarões desviam para suas contas bancárias... O Julho em Salvador aconteceria com 240 mil.
Triste Bahia, oh quão dessemelhante.
Um grupo de artistas está se reunindo para protestar e deixar registrado a indignação diante desses fatos todos. As eleições estão aí, já passou a hora de mudar a face do governo estadual nessa Bahia. Chega de PFL. Chega da corja de ACM e seus bonecos.
Nos falta é um Gregório de Mattos e Guerra para vomitar suas palavras ferinas nas caras desses homens que se dizem os donos do poder.
Estou enojado com isso tudo...
JoHnNy::[23:55]
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Quarta-feira, Agosto 11, 2004
mãos sujas de óleo
Dia em que a Natasha Kinski, minha scooter, me fez ficar irritado. Levei-a a oficina para manutenção e saiu de lá tranquila. No primeiro posto para abastecer resolve ter um piripaque. Munido do celular ligo para o mecânico que veio me socorrer. Mexe daqui, mexe dali, abre, retira isso, retira aquilo e ainda vai me explicando o que significa cada peça e sua função. Eu sem uma gota sequer de curiosidade vou respirando e pedindo paciência aos deuses todos do Olimpo que, em tempos de jogos na Grécia, devem estar de plantão. Teve um momento que me sentei no chão do pátio do posto de gasolina para assistir André - esse é o nome do mecânico - trabalhar. E ele me pede auxílio e me transformo em seu ajudante. Nisso vai passando gente e acompanhando a saga. E não é que de repente arrumei uma paquera e tudo? Conversamos um pouco, trocamos telefones e na saída ainda soltou um: Vai ligar mesmo, né?...
Disfarcei o suficiente para o meu chefe-mecânico não desconfiar da minha peraltice e ainda tive que voltar à oficina para ele descobrir a origem do problema. Isso me tomou a tarde toda. Ao fim e ao cabo disse que foi sujeira no carburador. Então, tá. Essa Natasha, não sei não...
JoHnNy::[23:58]
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Terça-feira, Agosto 10, 2004
e lucevan le stelle e olezzava la terra
Tem dias que bate uma saudade de uns tempos passados. Saudade da casa de Arembepe, por exemplo, em tempos de chuva quando ninguém queria ir e eu ia sozinho e o entardecer era de uma ternura indescritível. A casa ficava defronte ao mar e se podia ouvir o barulho das ondas quebrando nas pedras. Saudades do cafuné da minha avó Filó e do seu cheiro tão suave de mulher antiga e cheia de dignidade. A última vez em que vi minha vó antes de ela ir morar no céu foi quando fui visitar a minha mãe e ambas me acompanharam até o portão da casa quando eu estava indo embora e minha vozinha acenou até que eu dobrasse a esquina. Essas duas lembranças me tomaram de assalto a mente e me encheram de saudade...
Lembro que quando recebi a notícia de que vó Filó havia partido eu morava numa república de estudantes de teatro e naquele momento eu estava só. Coloquei a ópera Tosca de Puccini na vitrola e ouvi emocionado Maria Callas cantar e chorei...
Por muito tempo ouvir Callas me fazia lembrar da minha vó...
JoHnNy::[23:52]
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Segunda-feira, Agosto 09, 2004
bela flor do lácio
Depois de uma maratona de amigos que passaram por minha casa, hoje acordei e me vi sozinho. Cadê o barulho, a balbúrdia, a bagunça? cueca largada no banheiro, luzes acesas em todos os cômodos, roupas espalhadas pelas camas? Eu que sou todo organizado quando recebo amigos de férias tendo a relaxar. Afinal, pra que ficar enchendo o saco dos outros se eles estão no frisson das férias e de matar a saudade da terrinha. Claro que também não pode querer transformar a casa num chiqueiro porque aí eu alopro, mas que estou sentindo a falta de movimento, lá isso estou. E canceriano como sou, adoro ficar em casa sozinho, ouvindo música, vendo tv, lendo ou sassaricando na internet...
Estou relendo Novos Contos da Montanha de Miguel Torga e redescubro fascinado os encantos da língua portuguesa.
JoHnNy::[23:27]
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Domingo, Agosto 08, 2004
domingão domingão: eu falo de tanta gente e do cão
Claro que caí na bagaceira, afinal de contas era o último dia das férias baianas de André no Brasil. Rolou um jantar na casa de Lúcio e a melhor coisa foi rever Cláudia - leitora atenta desse blog - porque o ravioli de dona Creusa estava salgado sim, apesar de só eu admitir isso. Corremos para o Aeroclube para não perder o início do show da Paralelo 4, mas na verdade o horário é às 23:30 e chegamos bem adiantados. Ficamos por ali com Mimi e cia e depois chegaram Robertinha, Thiago e nada de Mariuna que acabou não aparecendo porque roubaram o carro de Bianco na porta da sua casa. Casa dela, diga-se de passagem, na bela e perigosa Stella Maris. Foi lá que o ladrão levou meu celular e relógio à vista de todos em plena luz do dia.
O som dos meninos da Paralelo está mais balançado com um suíngue dançante que contagiou uns poucos porque aquele Aeroclube é definitivamente uó por concepção. Ninho está mais solto no palco e cantando muito bem.
De lá rumamos para a Automática 5 no centrão da cidade. A festa estava menos cheia que a última edição, encontrei uns amigos do orkut e outros das antigas. Acabei dando uns beijos num aniversariante de olhos azuis feito anjo, mas que de anjo não tem absolutamente nada e fui dormir quando o sol já se insinuava.
Fui acordado com menos de 4 horas de sono por André. Jamile passou em casa e fomos levá-lo ao aeroporto. Foi para São Paulo de onde embarca para a Holanda na terça-feira. Na volta, depois de errarmos uns três retornos fomos parar no show dos Lampirônicos no Parque da Cidade. Almoçamos em grupo no Aconchego da Tia Zuzu no fim de linha do Garcia e pensei em passar a tarde cochilando, mas o telefone não deixou.
Pior de tudo foi a porra de uns carros de som do candidato Cesar Borges na ladeira da minha rua matracando a porcaria de um jingle de campanha o tempo todo e na maior altura só porque vai rolar um debate na televisão agora à noite. A merda da televisão também fica na minha rua. Fiquei com um ódio do cão do candidato e quando decidi a ir lá pedir para, ao menos, diminuirem o volume, eles pararam. Ô praga ruim esses políticos, até dentro de nossas casas eles nos incomodam! Vá-te!
JoHnNy::[22:01]
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Sábado, Agosto 07, 2004
chô chuá cada macaco no seu galho
Ontem teve o show "Mulheres de Holanda" no Pelourinho seguido de um mini show de Carla Quadros. O Mulheres é um show só com canções de Chico Buarque. Nos vocais a afinadíssima Suzana Bello e Dino Brasil. A direção é do meu amiguinho querido Kleber Sobrinho. No momento dos sambas caimos na dança deixando a gringalhada de boca aberta com tanta voluptuosidade e energia. Aliás, cada vez que vou ao Pelô me surpreendo com a quantidade de gringos nas ruas e bares. De lá dei uma volta com Dé atrás de ferveção, mas o tempo chuvoso não ajuda em nada a caída noite da cidade. Deixei ele com uma galera na Barra e pilotei para casa. Agora à noite tem show da banda do meu irmão no Aeroclube Plaza. O som da Paralelo 4 mescla pop & rock com uma cadência toda própria dos meninos e o carisma delicioso do meu brotherzinho Ninho. Eles farão todos os sábados de agosto na Praça do DJ.
Grata surpresa o som do Wagon Cookin, uma dupla de irmãos espanhóis que misturam jazz & bossa com música eletrônica. Estão morando há um ano em Salvador e acabam de lançar o álbum "Everyday Life". Não canso de ouvir. Jeo me disse que eles deram uma canja no Sun Sartore outro dia, um projeto de música eletrônica que rolou na Ladeira da Barra nesse inverno. E hoje tem a Automática 5. Será que eu vou me jogar?
JoHnNy::[19:27]
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Sexta-feira, Agosto 06, 2004
a festa das bonecas
Assistimos na quarta-feira ao interessante "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" com Jim Carrey e Kate Winslet em interpretações dignas de aplauso. O roteiro é intrigante. O cinema estava cheio e na saída encontro com Laís V. Régia que estava indo assistir pela segunda vez de tanto que gostou do filme. De lá, fomos ao Habib's devorar as esfihas folhadas de ricota com tomate seco. Na quinta-feira rolou um almoço com André na casa da amiga Mariette, depois uma visita à exposição da poeta e artista plástica cariocana (carioca - baiana) no museu Abelardo Rodrigues e à noite numa invenção dantesca de Dé e Jamile rolou em minha casa a festa das bonecas. Isso mesmo, cada convidado deveria trazer uma boneca ou bichinho inanimado de estimação. E teve de tudo. Fomos na Baixa dos Sapateiros e trouxemos umas imitações de barbies. A minha é uma loira exageradamente sexy, recebeu o nome de Valuska, usa um micro vestido colorido, colar e tiara dourados. Jamile trouxe um bonequinho preto apelidado de Maracujá, a boneca de André se chamou Patiuska (irmã da minha). Jerônimo trouxe um boneco gênio, Tati veio com um bichinho verde, João Neto trouxe um dinossauro pink que ri e manda parar com as cócegas, Tom trouxe seu ursinho rosa encardido de nome Otelo, Marísia Motta trouxe um boneco chorão e ainda tinha um boneco de short lilás que foi proclamado aniversariante com direito a bolo e docinhos. Teve gente que veio sem bonecas: Roney e Mauro criaram na hora. Roney desenhou uma boneca em papel e Mauro desenhou um rosto numa bola de soprar. Lúcio e o casal de morinhos: Aline e Júlio nem isso! Rolaram cervejas, batidas, roskas, ices e patês. A casa está uma bagunça e tudo foi devidamente fotografado para a posteridade.
JoHnNy::[05:04]
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Quarta-feira, Agosto 04, 2004
você entrou no trem e eu na estação vendo o céu fugir
E não é que a aula com a poeta carioca-baiana foi bem interessante? Estava eu lá na sala do apartamento dela em reforma dando orientações sobre a interpretação dos poemas, marcando os gestos, a velocidade da fala, as intenções e entonações. E o que eu pensei que seria uma hora de enfado para um capricho de alguém que quer passar o tempo e para eu ganhar um trocado se revelou um exercício estimulante. Ela respondia às minhas orientações, buscava a melhor maneira de dizer o texto, repetia e se encantava com o que eu dizia. No poema sobre a estação de trem pedi que trabalhasse a velocidade como a máquina que corre nos trilhos e mais para o final vai diminuindo o ritmo. Ela adorou a associação. Eu estava tão empolgado que passou o tempo e eu nem vi. Saindo de lá fui ter com André no Porto da Barra, como o sol resolveu dar as caras a praia se encheu de gente, parecia um dia de verão. Ele encontrou uns amigos de Amsterdam de férias por aqui (Eta mundinho pequeno!) e foram passear no Pelourinho. Eu fui com Tiago Oliveira na garupa da moto pegar um cachê lá pelas bandas do Iguatemi/Paralela. Depois fomos lanchar na Pituba e dormi na Barra teclando até bem tarde com Draco Mallfoy.
Hoje o tempo amanheceu invernal e de bom apenas a visita de um amiguinho que trouxe um alento para o dia cinza. Estou matando o tempo agora esperando o amigo Lúcio para irmos ver algum filme no Iguatemi na sessão das 20 e alguma coisa. Jamile e Dé já estão lá à nossa espera.
JoHnNy::[19:14]
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Terça-feira, Agosto 03, 2004
as horas que passam e levam um pouco de mim
O sol mesmo tímido voltou a reinar na cidade. Agora só tenho um hóspede em casa, André. Ficamos na cama conversando feito adolescentes contando namoricos e sonhos. Ontem ele foi fazer compras no Iguatemi e como esse povo que ganha em euro gosta de gastar foi um tal de entrar e sair em loja que me valeu pela malhação! Fiquei contagiado pelo vírus do consumo e apesar de ganhar em real, comprei um relógio já que o ladrão me levou aquele que eu tanto gostava em maio. Não sei ficar sem relógio, é um acessório imprescindível para mim. Escolhi um modelo mormaii, não estou podendo ter um swatch, esse tem um design moderno em cinza e preto. Depois fomos perambular pela Pituba, comer e saracotear e só chegamos em casa alta madrugada. Hoje à tarde está marcada a aula com a poeta carioca, será que desta vez acontece?
JoHnNy::[13:00]
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Domingo, Agosto 01, 2004
muzzarela de búfala com tomate seco
Leitores curiosos querem saber porque esqueci de molhar as plantas. Ora, com tanta chuva que tem caído na soterópolis a última coisa que as plantinhas querem é mais água. Levei André que estava ausente da caída ferveção baiana a Off Club na sexta à noite. Encontrei com Brunno e não diria que foi bom, ficamos distantes um do outro, lá pelas tantas com a cerveja na mente fui trocar umas palavras com ele, acho que nossa comunicação estava mais que truncada. No sábado à tarde fomos a troupe inteira comer a feijoada de dona Creuza na casa de Lúcio com direito a um passeio nos jardins do Campo Grande para a digestão, saímos de lá já noite alta, passamos numa delicatessen, compramos vinho e guloseimas e fomos todos dormir na Mariette. O domingo foi no Pelourinho com direito a mais feijão, dessa vez na famosa quituteira Alaíde do Feijão, sorvete na Glacier La Porte e Fahrenheit 9/11 no Cinema do Bahiano. O filme é uma porrada certeira na cara cínica do governo Bush. É um dever civil que todo americano veja essa documentário. Nós das banda sul do continente terminamos o domingão com a pizza do italiano da Mouraria. Porque do lado de cá pelo menos, tudo, mas tudo mesmo acaba em pizza.
JoHnNy::[23:59]
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