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Quarta-feira, Junho 30, 2004

Tô sujo, dona menina!
Noitada no Pelourinho com Alexandre, Tiago, Fernando (o espanhol) e Gilberto Scofield, meu amigo carioca de viagem marcada para a China neste domingo onde vai ser correspondente de O Globo. Muitas risadas embaixo de chuva, papos no Atelier Maria Adair e uma esticada até o poeira-bar Macau para as últimas cervejas.
Descobri que inadvertidamente fui parar no SPC - Serviço de Proteção ao Crédito sem jamais ter comprado numa loja nos cafundós de Caetité. Cidade que aliás nem conheço. Valor da compra: R$ 276,00. É uma loja de produtos telefônicos e consertos. Liguei para lá a fim de esclarecer o imbróglio, mas já passavam das 18 horas, ninguém atendeu. Amanhã armo um circo e rodopio no trapézio. Desconfio que isso é fruto do roubo dos meus documentos ano passado, demorou para aparecer, mas agora está dando resultado. Logo eu que sempre me orgulho de honrar meus compromissos financeiros. Mas amanhã volto a ser um homem de nome limpo!

JoHnNy::[03:29] |


Terça-feira, Junho 29, 2004

azuis do norte
A segunda-feira começou com um convite do garoto mau para assistir um filme. Entre Tróia que eu já tinha visto e Harri Potter e o Prisioneiro de Azkaban, ficamos com o segundo. A merda foi que não vimos que naquela sessão o filme era dublado e a sala estava cheia de adolescentes. Curiosamente eles se comportaram bem e não houve barulho nem balbúrdia. Saindo do Iguatemi fui direto ao Pelourinho para o último dia de apresentação da peça "Antônio, meu Santo". A praça estava lotada, foi uma noite com muitos amigos e conhecidos. Também o tempo ajudou com uma lua crescente de fazer gosto. Esqueci de comentar que passei o domingo inteiro trancafiado em casa e lá pelas tantas quando não agüentava mais as quatro paredes do apartamento montei na kinski e fui atrás do que fazer. Fui parar na Off, que aos domingos é tranqüila, e dancei bastante com Danilo e Daniel (parece nome de dupla sertaneja). No meio do barulho e da nuvem de fumaça notei um par de olhos azuis que me mirava há algum tempo. Vim descobrir que se chamava Alexandre, é do Pará e está aqui até sábado para um curso na área de Direito. Hoje ele foi ver a peça no Pelô e depois levei-o ao Dique do Tororó para conhecer as estátuas dos Orixás. Como ele gosta muito de música, mostrei a minha cedêteca com 500 títulos, vocês hão de convir que com todo esse volume a visita foi demorada...
Um telefonema de Mariette convidando-nos para um café encerrou a noite, depois deixei Alexandre no Grande Hotel e retornei ao lar.

JoHnNy::[04:37] |


Domingo, Junho 27, 2004

programinhas de sábado
Quando chove, mas quando chove muito, não posso sair de casa. Sou um motoqueiro desprovido de capa, dependo da boa vontade dos céus. Uma chuvinha pequena eu até encaro, é bacana poder sentir os pingos vindos do alto juntos com o vento, às vezes chega a ser poético... Ontem tinha três programas pra fazer:
- Visitar Mainha em Camaçari onde tá rolando São João com banda de forró, tô de saco cheio de forró, não aguento sequer ouvir um acorde de sanfona! Só valeria pela saudade que tô da minha mãe, a última vez que a vi foi em maio no dia das mães, mas ela sequer ligou para me desejar feliz aniversário. Aliás, a coisa mais rara do mundo é ela me ligar... Uma vez por contingências tais deixei de ligar para ela e ela me disse que se eu não ligasse, ela não ligaria. Estávamos numa festinha em família e eu disse a ela que por ser mãe isso não a autoriza a esperar sempre o carinho dos filhos, ela tem que demonstrar isso também e tomar a iniciativa de procurar quando sentir vontade. Criou-se um mal estar que foi dissipado por Iracema, uma irmã de criação.
Mas mãe é mãe, essa semana vou tirar um dia inteiro e ficar grudado nela, tanto, mas tanto que ela vai encher o saco de mim!
- Tinha uma festinha no sítio de Marquinhos Villa Góis lá em São Cristovão. Ele sempre me convida para suas festas, mas sou péssimo e nunca vou. Era uma coisa de levar roupa de cama, barraca, escova de dentes para passar a noite e o dia de domingo. Uma alternativa mais interessante para os festejos juninos! Mas a chuvinha não deixou ir!
- A despedida de Diana no Bond Canto. Amigos em torno da querida que está se mudando para São Jorge dos Ilhéus. Fiquei tentado a ir, mas Kleber veio me dar um abraço de parabéns, trouxe um vinho que apelidamos de Don Perignon (na verdade era um genérico fajutíssimo, mas delicioso!) e ficamos bebericando e colocando a conversa em dia. Quando ele foi embora, perdi o pique de sair, naveguei na net, pedi uma pizza porque a larica bateu forte e fui dormir na boca profunda da madrugada.

JoHnNy::[15:30] |


Sábado, Junho 26, 2004


de coração fechado
Quatro e quarenta e sete da madrugada, voltando pra casa de moto, as ruas vazias, sequer um pé de pessoa, um carro, um vulto. Vento frio cortando o tecido da roupa, o corpo pedindo cama. Antes, uma passada no níver de Daia no Rio Vermelho, vinho francês e papos. Depois uma parada na Off para uma sacudida no corpo junto à turminha: Nana, Diana, Ticiana, Bel, Olavo e Katemari, todos orkutianos.
Hoje um amigo me confessou que está precisando se apaixonar. Fiquei pensando nisso... Acho que eu também estou precisando dar uma chacoalhada nas emoções, mas por enquanto, prefiro esperar algumas outras mudanças que não incluem estar ligado a alguém. Talvez por isso eu esteja fechado às possiblidades...

JoHnNy::[17:21] |


Sexta-feira, Junho 25, 2004

o que eu quero é sossego
Daí que só para sair da cidade na quarta-feira foram 3 horas de um engarrafamento monstruoso na BR 324. Saímos às 16 horas de Salvador e chegamos em Jequié à meia-noite. Uma viagem que normalmente duraria umas quatro horas... Mesmo assim, tomamos um bom banho e fomos para a rua. Um friozinho de uns 16° graus e muita gente bonita na praça, em sua maioria adolescentes. Uma banda bizarra de forró eletrônico com um corpo de baile vestido de gladiadores prateados me fez crer que eu não aguentaria o rojão até o domingo. Essas bandas de forró hoje em dia fazem um som esquizofrênico. E eu, apesar de ter nascido numa madrugada de São João, não suporto forró! Ontem passamos o dia na fazenda, andei de cavalo (morrendo de medo!) e respirei ar puro. Hoje, ainda de madrugada, o motorista da família de Lúcio veio buscar sua irmã no aeroporto que vinha do Rio, aproveitei a carona e fugi para o sossego que está essa cidade sem a multidão que se mandou para o interior.
Vou aproveitar e ir ao cinema, andar na praia, pensar na vida...

JoHnNy::[13:07] |


Quarta-feira, Junho 23, 2004

são joão
Estou indo para o interior do Estado passar o feriadão junino. Mais precisamente em Jequié na casa da família do amigo Lúcio. Fogueira, forró e fumaça me esperam. Tem inauguração da casa da fazenda no domingo, portanto estaremos de volta somente na segunda. Duvido que eu possa atualizar esse blog de lá, mas de qualquer maneira, se der, contarei as novidades.
Amanhã fico um ano mais velho, um homem mais velho. Preciso tomar jeito nessa vida...

JoHnNy::[13:38] |


Terça-feira, Junho 22, 2004

sem muito o que dizer
O espetáculo ontem foi bem bacana, público de montão, mas não rolou jantar no Maria Mata Mouro. Tomei uma sopinha de verduras na casa da amiga M e voltei pra casa. Amanhã viajo para curtir o feriadão no interior, vou para Jequié com Lúcio e só volto no domingo.
Lembrem-se do meu aniversário no dia 24.

JoHnNy::[18:40] |


Segunda-feira, Junho 21, 2004

não quero mais essas tardes mornais normais
Um encontro de despedidas para Diana que está indo morar em Ilhéus. Amigos em torno da mesa comendo pizza, fumando cigarro e falando bobagens mundanas. Foi assim a noite de domingo. Conheci uma gente bacana e divertida através do orkut, Ticiana é uma delas, viva, inteligente e bonita. O outro é Júlio Cesar que nunca foi tão importunado na vida por ser hetero. Foi sacaneado o tempo todo e ainda se divertia com isso. Acabaram com um litro de licor de ginja trazido de Portugal por Diana.
Hoje tenho peça à noite no Pelourinho e um jantar marcado no Maria Mata Mouro.
Essa tarde de sol para uma segunda-feira inspira preguiça e beleza...

JoHnNy::[15:13] |


Domingo, Junho 20, 2004

a paradise foi tudo de bom e um pouco mais
Ainda sob os efeitos da festa de ontem, bebi demais, dancei muito, fumei uns cigarros mentolados, coisa que já não fazia um tempo, beijei bocas de todos os sexos e voltei para casa muito bem acompanhado. Não revelo o nome nem sob tortura. O povo do orkut se reuniu e foi um bas fond delicioso. Sem condições físicas de escrever mais, depois conto tudo, menos nomes...

JoHnNy::[23:45] |


Sábado, Junho 19, 2004

me deixem dormir
Há um complô para me retirar da cama antes das 9 da manhã, só pode ser. Na sexta-feira a vizinha resolveu escutar uma canção de Alcione umas três vezes e acordei com o refrão que grudou em minha cabeça pelo resto do dia:
"mas tem que me prender (tem)
tem que seduzir (tem)
só pra me deixar louca por você
só pra ter alguem que vive sempre ao seu dispor
por um segundo de amor, ô ô ô"

Pior de tudo é que não sei direito a melodia e fico inventando...
Hoje me liga uma jornalista de A Tarde querendo entrevistar sobre a peça "Antônio, meu Santo". Eram 8:45 da manhã de um sábado e ela ainda pergunta:
- Te acordei?
Eu com a voz no fundo da caverna da alma respondo:
- Não, já estava acordado...
E fui dormir quase de manhã depois de circular com Tiago pela cidade em busca de um programa diferente. Acabamos parando numa festa na faculdade de Arquitetura. 4 bandas se apresentaram: uma de mpb, outra de blues, uma de forró e outra de rock.
Cerveja geladíssima e gente bonita. Só para admirar mesmo. E hoje tem Paradise, a noite promete, vou cochilar à tarde para aguentar o tranco!

JoHnNy::[11:52] |


Sexta-feira, Junho 18, 2004


o tempo não pára e no entanto ele nunca envelhece
Outro dia um vizinho me procurou perguntando se eu achava que ele tinha jeito para modelo. Sim, ele tem. O carinha tem 22 anos, 1 e 90 de altura, corpo trabalhado e um rosto moreno de bebezão que deve fazer a diferença para fotógrafos, agências e produtores. Ele perguntou se eu não poderia tirar uma fotos dele para que pudesse entregar nas agências, eu disse que sim. Ontem, estava ainda no sacrossanto sono da manhã com o amigo Tiago quando o telefone toca insistentemente. Era Diogo. "Tá um dia lindo, vamos tirar as fotos?". Como eu já não tinha mais cara de dar o bolo nele, decidi que faria isso de uma vez. E lá fomos nós para a praia de Ondina produzir a sessão de fotos, com mochila cheia de roupa, disposição e um sol de rachar diamante.
Ainda não vi o resultado, mas por telefone ele me disse que as fotos ficaram muito boas. À tarde rolou uma confraternização de recesso junino dos meus alunos do Reluzir e haja comida, tentei pegar leve, mas é difícil resistir a bolo de aipim, canjica, bolo de carimã, docinho de jenipapo e essas delícias todas da época.
Saí com uns 4kg a mais da festinha e fui na captura de Klaus, o rapazinho do Alto de Ondina que corta cabelos bem a R$2. Acreditem! R$2 !!! Indicação de Guilherme de Brasília que só corta com ele. E lá estou eu subindo o morro, o celular toca, atendo todo tenso, mas vejo que todo mundo ao redor está com seu aparelhinho no ouvido, o meu é apenas mais um. Passa um carinha todo malhado e com cara de enfezado vestindo apenas um short. Deixa um rastro de perfume que me acompanhou até meu destino. A casa do Klaus se debruça quando o morro despenca para o oceano, um visual deslumbrante com direito a praia particular.
Klaus é um garoto de 17 anos que aprendeu a cortar cabelos com uma tia e se tornou a referência no Morro do Alto de Ondina. Todos os boys da área cortam com ele. Tranquilo e sereno começou a tosar minhas rudes madeixas e o papo foi fluindo que quando vi estava quase na hora do cinema. Paguei R$3, afinal gostei do resultado. E ainda economizei R$12 que é o que costumo pagar nos salões do asfalto.
Estava com uma grande expectativa para assistir ao filme Cazuza, O Tempo não Pára. Por tudo que ele representa para a minha geração. Comecei a gostar dele desde a época do Barão Vermelho, depois acompanhei sua trajetória solo e pude ver seu último show no Teatro Castro Alves. Saí arrasado, deprimido, por ver o quanto a doença estava acabando com ele, em um momento do show saiu carregado, a platéia inteira parecia petrificada. Lembro que saindo do teatro fui beber num bar com os amigos, todos emocionados, mexidos com o drama pessoal do cantor. Emendamos a farra-homenagem até a Praia do Forte, mas durante todo o fim de semana as imagens de Cazuza não saíam da minha cabeça. Ontem, ao chegar ao cinema encontrei Laís, a Vitória Régia, assistimos juntos. O filme traça uma pálida imagem do que foi o transgressor Cazuza, filhinho da burguesia carioca que se dava com a marginália. Faltou mergulhar fundo na vida do exagerado. Não mostra seu romance com Ney Matogrosso, onde poderia rolar a cena da cusparada fenomenal que Cazuza deu em seu rosto quando terminaram o romance. E os porres homéricos, os escândalos nos bares do baixo Leblon, a pegação mais ousada. Enfim, o filme poderia ser outro, mas mesmo do jeito que é me emocionou ao ponto de verter lágrimas. Deu uma saudade. O mais impressionante é a profunda semelhança do ator Daniel de Oliveira com Cazuza. Em alguns momentos têm-se a nítida sensação de estarmos vendo o original. Até o sibilar com a língua nos dentes o cara imitou...
Dei uma carona a Laís que subia numa moto pela primeira vez e me joguei no Pelourinho atendendo a um chamado de Lúcio. Fila para entrar numa praça lotada de jovens dançando forró. Eu não gosto de forró. Nunca gostei. Que é que eu estava fazendo ali? E só fui chegar em casa às 3 da manhã. Tsc tsc tsc...

JoHnNy::[13:16] |


Quinta-feira, Junho 17, 2004


o paraíso será aqui
Sábado tem mais uma Paradise, a caprichada produção de Marcos Soroh. Essa é a quarta edição de uma festa que prima pela boa qualidade de som, decoração, escolha de dj's e infra-estrutura. O local escolhido foi o antigo Café Teatro Porcão na Praia do Corsário. Diana me ligou chamando para a despedida dela no Bond Canto, mas vou persuadí-la a levar toda a galera para a Paradise, porque se tem uma festinha que realmente acontece nessa cidade, é essa, baby! E não duvide...
Tive um dia tranquilex, como diria alguém dos anos setenta. Acordei tardão, almocei com Mariette, fomos ao shopping, comprei um celular novo da Siemens, o A55, tem viva voz, joguinhos e num-sei-quê. Ao meu lado uma senhora de enormes óculos de grau comprava um celular caríssimo daqueles com câmera digital e outros badulaques. Disse que era o segundo que comprava nessa semana para dar de presente, dessa vez para a filha. Eu olhei bem pra ela e disse: "Me roubaram dois aparelhos em um mês, eu que não compro um troço caro desses.... E saí todo feliz com o meu que não foi dos mais baratos, mas nem chega ao pés do que a senhora perdulária estava levando!
Para me redimir dos excessos que venho praticando voltei à academia. Gosto daquele lugar principalmente pelos instrutores, são divertidos, atenciosos e fazem com que a rotina dos exercícios não seja tão enfadonha.
Passando na rua de Tiago vi a luz da janela acesa, gritei seu nome, ele jogou a chave e ficamos de papo olhando o movimento no Porto. Ele decidiu que vinha dormir em casa, antes circulamos o Rio Vermelho, tomamos uma cerveja acompanhada de amendoins no Mercado do Peixe cheio de torcedores do Vitória revoltados com a derrota pelo Flamengo e enquanto escrevo estas mal traçadas linhas ele assiste tv no quarto.
Acho que vou fazer o mesmo porque preciso me poupar, dormir mais cedo e acordar mais cedo. Isso é o que todo bom rapaz deve fazer.

JoHnNy::[03:30] |


Quarta-feira, Junho 16, 2004

não me fale ou fale de uma vez
Não vou dizer que tenho negligenciado a academia, não vou dizer q não fui cortar os cabelos com Klaus, não vou dizer que não fui resolver o problema com a merda do plano de saúde. Até fui lá, mas eles são irredutíveis, prometi procurar a imprensa e denunciar, vociferei, rugi, mas de concreto não fiz nada. Explico: Uns dois anos atrás um corretor de saúde me procurou no trabalho, vinha através do sindicato dos artistas, oferecendo um plano com vantagens e coisa e tal. Assinamos eu e Vitório, pagamos cada um R$90 em cheque e ficamos de receber a carteira e o boleto para pagamento em casa. Dias se passaram e nada de chegar nem carteira nem boleto. Ligava para o corretor, a resposta era que os documentos já estavam com a COOPUS, ligava para a empresa ninguém sabia onde estavam meus dados. E isso se arrastou, até o dia em que eu disse por telefone que iria armar um escarcéu na recepção com aquelas moças vestidas num tailleur azul royal. Na hora prometeram que um motoboy estaria trazendo a tal carteirinha em minha residência. Nunca chegou nem moto nem boy nem carteira. Dei o caso por encerrado, perdidos os R$90 sem contar a raiva que passei. Quando foi no início desse ano recebo uma meiga cartinha da COOPUS dizendo que vão me mandar para o SPC e cobrando uma prestação de R$112. Peraê! Quer dizer que nunca usei o plano, paguei R$90, passei raiva com as atendentes, agora vou para o SPC e ainda tenho que pagar? Expliquei tudo isso ao ouvidor, por sinal um rapaz muito do simpático, este conversou com seu chefe e a decisão da empresa é que tenho que pagar. Fui aconselhado por quem entende do riscado a procurar o juizado de pequenas causas. E é o que farei, não terei meu nome sujo por conta de uma empresa desorganizada e que agiu com má fé com um cliente.
Na última vez em que fui lá disse que procuraria o programa do Varella para denunciar. Agora, imaginem eu naquela tribuna dizendo a seu Valera, como o povaréu chama:
"Ói aqui, seu Valera, me diga se isto não é uma falta de absurdo?
Eu juro que ouvi uma mulher dizer isso uma vez nesse programa e me pipoquei de rir. Aliás, essa fala foi parar na peça e o público se estoura de rir quando ouve.
Bem, não vou dizer mais nada.

JoHnNy::[12:22] |


Terça-feira, Junho 15, 2004

deixa chover deixa a chuva molhar
Quase patética minha mais nova mania de ficar rezando enquanto piloto a moto pedindo a São Pedro para segurar a chuva até chegar ao meu destino. E haja Pai Nosso para sensibilizar o santo, coincidência ou não, na maioria das vezes o velho santo bonzinho de enormes barbas brancas tem segurado o aguaceiro. Ontem, depois do espetáculo, tivemos que aguardar quase uma hora até que o dilúvio cessasse. É que agora tem mais motoqueiros no elenco: Virgínia e Fabiana, atriz e sonoplasta. Não teve choro nem vela que fizesse parar, mas pelo menos durante a peça houve uma trégua. O público mais uma vez compareceu, as amigas Luíse e Andréa estavam lá para me ver e mais alguns conhecidos.
Antes à tarde rolou a última aula para o grupo de teatro da maturidade antes do recesso junino, na quinta rolará uma confraternização acompanhada de comidinhas juninas e vou me esbaldar de canjica, amendoim, bolo de aipim (que eu adoro!). Agora vou começar mais uma oração porque quero sair de casa atrás de um cachê lá pelas bandas do Iguatemi e preciso que São Pedro me escute. Pai nosso que estais nos céus...

JoHnNy::[13:35] |


Segunda-feira, Junho 14, 2004

beijos, orações e fumaças
Desde o sábado a casa fede a cigarro, João Neto e suas fumaças de Marlboro empestiaram cada canto, um amigo dele que aqui veio me corrigiu dizendo q cigarro não fede e soltava as cinzas pela janela e ainda cuspia, não adiantou a minha reclamação. Ontem saindo do prédio encontro a vizinha de baixo que veio pedir que falasse com meus convidados sobre o mau hábito e que sua casa estava cheia de cinzas. Eu contei o episódio e disse a ela que algumas pessoas não têm jeito, carecem de educação doméstica, eu bem que tentei, mas era eu descuidar e o moço jogava as cinzas pela janela. Lamentável. Depois do papo enfumaçado regado a cervejas de R$0,32 saímos para a noite de sábado, uma leve dor de cabeça assomava os dois Joãos. Fomos parar, por absoluta falta de opção, no Beco da Dias D'ávila. Tomamos umas cervejas decentes no bar da esquina e vimos o movimento da fila da boate, parecia que todos que não tinham namorado resolveram se jogar, porque a fila dobrava a rua. Pouco depois faltou luz lá dentro e tiveram que chamar a assistência técnica da Coelba. Decidimos não entrar.
Ainda tentei arrastar o amigo para a Automática, festa da Pragatecno no Clube de Engenharia, mas ele não quis. Voltamos pra casa. Ontem Lúcio me ligou e fomos os três para Stella Maris comer churrasco na casa de Mariuna. Ela avisou que comprara frango só por minha causa. No melhor da festa tive que voltar para uma reza de Santo Antônio com o elenco da peça na casa de Socorrinho. Adoro essas coisas, me traz a lembrança do garoto do interior que fui um dia (e sei lá se deixei de ser) quando assistia novenas, rezas, cânticos e trezenas nas casas das tias, vizinhas e isso é tão forte no imaginário, a música, a decoração, as comidas. Soc conseguiu reunir uma quantidade grande de pessoas, suas tias velhas deram o tom no meio do povo moderno. Vitório (que agora está no elenco da peça substituindo Luciano que foi para Buenos Aires) estudou para padre e se desvirtuou no meio do caminho abraçando o teatro, por isso sabe de cor todas as ladainhas. Eu, que pego as melodias de ouvido, basta cantar uma vez, e conheço algumas dessas músicas para o Santo, colaborei e fizemos a dupla elogiada de cantores da reza.
Larissa levou três amiguinhos internacionais: um londrino descendente de indianos, um venezuelano que vive nos EUA e um italiano da Sicília. Davida, Carlos e Giuseppe, respectivamente. Esse trio está em Salvador de férias e se conheceram num curso de português. Depois de lhes ensinar a dançar forró, iniciamos uma brincadeira em círculo onde cada um cantava uma canção para os outros repetirem, isso evoluiu e passamos a criar personagens e foi uma diversão só.
Lá para a meia-noite a brincadeira acabou e me joguei na Off. Aos domingos a pista fica mais vazia e é bacana pra dançar. Encontrei Du Albuquerque e Rafael e ficamos juntos. Du foi logo dizendo: "Veio ver se a reza pra Santo Antônio já vai dar resultado?". Claro que a intenção não era casar, mas uns beijos para encerrar o final de semana não faria mal nenhum. E não é que aquele coleguinha da academia veio me cumprimentar e ficamos conversando sobre o nada e o lugar nenhum e como ninguém tomou atitude nos perdemos no burburinho. Depois de um bizarro show de uma caricata, a música alta, a pista mais vazia, acabaram rolando os beijos com esse guri com direito a carona de moto até o Canela. Assim se passou o final de semana.

JoHnNy::[13:52] |


Domingo, Junho 13, 2004


Oração para os namorados
"Meu grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos enamorados, olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. Faze que eu seja realista, confiante, digno e alegre. Que eu encontre um amor que me agrade, seja trabalhador, virtuoso e responsável. Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a dois com as disposições de quem recebeu de Deus uma vocação sagrada e um dever social. Que meu amor seja feliz e sem medidas. Que todos os enamorados busquem a mútua compreensão, a comunhão de vida e o crescimento na fé. Assim seja."
Santo Antônio foi canonizado por Gregório IX em 30 de maio de 1232.

JoHnNy::[12:02] |


Sábado, Junho 12, 2004

o peixão que caiu na minha rede
Ganhei de presente antecipado do dia dos namorados uma queda ridícula da kinski, arranhei a mão, um pouco do braço e o joelho esquerdo. Nada demais, nada que inspire maiores cuidados, mas como sou um moço carente liguei para um dos amigos mais constantes no quesito carinho, Fúlvio, e ele veio me consolar... Vimos um filme juntos, ele dormiu aqui e saiu logo cedo pela manhã. Na queda um dos retrovisores quebrou, processou-se uma odisséia para a troca. Um original custa R$35, no mercado negro poderia conseguir por menos, mas não há. A garota da loja sugeriu que colocasse um genérico, lá vai eu para a Av. Djalma Dutra, depois de muita tentativa saí com os novos retrovisores. Mas odiei o resultado, o genérico parece brinquedo de criança. Retrovisor de motoca de plástico mais adaptadores custaram R$20. Mas não fiquei satisfeito, voltei na concessionária Kasinski e comprei o original, retornei na loja genérica e pedi o dinheiro de volta.
Para compensar a falta de presente nesse dia odioso, inventado pelos comerciantes para a falta de consumidores no mês de junho, me dei de presente um peixinho betta para o meu esquecido aquário. Batizei-o de Ben. Sobrenome: Bu Bu Bu.
Ben Bu Bu Bu agora mora junto aos cd's, em cima da estante e é o homem da casa. Aliás, o peixe da casa, porque o gato sou eu!

JoHnNy::[20:01] |


Sexta-feira, Junho 11, 2004

as canções que eles fizeram pra nós
A peça foi bacana, deu público, poucos percalços. O dia foi tranquilo, choveu e fez frio. Levei o amigo em casa e ganhei um velho liquidificador, pois o meu está avariado. Preciso ir ao médico fazer um check up. Devolver umas fitas à locadora. Agora pela manhã, ao acordar, vi Magnolia. À noite verei Como perder um Homem em 10 dias. Quero muito assistir o filme sobre Cazuza, fui apaixonado por ele. Assistia seus shows e lembro que o vi já tão magrinho quase sem conseguir cantar e a sensação foi hipnotizante e cruel ao mesmo tempo. Falando em show li por Jorginho que Ricardo Castro faz show hoje no Teatro Salesiano só com músicas do rei Roberto Carlos, em se tratando de Ricardinho deve ser coisa boa. Já as canções de Roberto & Erasmo por si só valem a saída.

JoHnNy::[16:17] |


Quinta-feira, Junho 10, 2004

feriado do corpo de cristo
Para quem foi dormir quando a barra do dia já se levantava no horizonte depois de levar um zignow do número 09 e com mais cervejas do que deveria na cabeça até que meu corpo responde bem. A noite de ontem nem parecia, mas deu panos para uma mangueira inteira. Diga se não? Jota Neto veio assistir a novela das oito onde a bandida da Laura dá o troco no bandido do Renato. Trouxe latinhas de cerveja que levaríamos para o aniversário de Analu e ficou dependurado na internet até depois de meia-noite. Um banho rápido e frio e montamos na kinski rumo à noitada. Uma passada no Beco da Barra e seguimos para a Vitória. Esse ano o aniversário da minha amiga atriz e delícia foi mais tranquilo, a música não ajudava muito, mas os teatrais amigos da moça estavam todos lá. A certa altura da festa me vi trancado na despensa do apartamento aos beijos e abraços com um irresistível colega da cena. Todas as vezes em que nos vemos a atração é magnética, isso começou num dia em que o vi falando num telefone público e desci do carro, fui até ele e o beijei demoradamente, sem nada dizer, voltei para o carro e fui embora.
Jota Neto enfadado da festa me rapta para a noite dedicada à Madonna na Off, todos os hits da cantora remixados e todas as bibas conhecidas e as nem tanto da cidade chacoalhando seus corpinhos ao som da mãe da Lourdes Ciccone. Lá pelas tantas começa o chaveco, um moço de lentes de contato azul vem todo dado pro meu lado, mas sou preconceituoso com quem usa lentes de contato colorida e ainda por cima vestido de mauricinho. Ele tentou, pediu a um amigo que interviesse, eu mandei dizer que era casado. Quando estou indo embora um molequinho vestido com uma camisa 09 me intercepta e diz: "Já vai embora?".
Eu respondo: Não tenho um motivo para fi...".
Antes que eu acabasse a frase o rapazinho me aninhava em seus braços e lascava um beijo molhado. Mas eu tinha que levar o amigo em casa e pedi que 09 me esperasse que eu voltava em 10 minutos. Voltei em nove e ele já não estava mais lá!
A toda velocidade para casa e ainda encontro o amigo indo dormir com um sorriso de pirraça. Agora pela manhã reeditei o cuscuz com ovos do jantar, uma caneca grande de café com leite e assistimos à comédia romântica "Down with Love".
À tarde tenho ensaio e às 19h apresento o espetáculo "Alma de Mulher" no teatro de bolso da Barra.
E assim será o feriado de Corpus Christi.

JoHnNy::[14:08] |


Quarta-feira, Junho 09, 2004

e a vida segue sempre nesse vai e vem
O policial cantor de ontem me inspirou a ouvir os cd's de Marina Lima.
Uma nostalgia toma conta de mim e nem mesmo o sol forte fora da janela iluminando as árvores é capaz de dissipar a sensação. Antes de dormir fiquei pensando no que ando buscando, nos rumos que dei à minha vida e cada dia mais estou certo das mudanças que desejo promover.
Preciso urgentemente de guarida, uma amiga de salvação...
Véspera de feriado na cidade. Um amigo ligou desde cedo dizendo que virá dormir aqui e antes vamos sair por aí para aprontar. Tem aniversário da deliciosa Analu, atriz e alto astral, no Corredor da Vitória.
Tem filmes que quero ver, gente que quero beijar e o mundo inteiro como cenário para o pecado.
Ah, Marina, o que seria de mim sem seu canto..
Deixe estar, vai passar
Com sorte, tudo, tudo vai ser breve
Essa angústia no seu peito
E no meio
Essa falta ardendo em minha pele
Porque nós dois nos cruzamos
com pressa demais
E foi tudo intenso e veloz
Nos amamos, meu bem,
só que em pistas opostas
E tão sós...


JoHnNy::[13:31] |


Terça-feira, Junho 08, 2004

não faça nada por mim
E a coisa mais emocionante do meu dia foi dar queixa numa delegacia da Barra do roubo do celular ocorrido mês passado. Longa espera num banco enquanto a tv exibia O Grande Dragão Branco com o pequeníssimo Jean Claude Van Damme e apenas um policial atendia, os outros três se dividiam entre jogar no computador, falar ao celular com alguma vagabunda e o terceiro de cantar numa voz até afinada:
Você me tem fácil demais
mas não parece capaz
de cuidar do que é seu...

Tentei que me atendessem e eles faziam ouvidos moucos, quando, enfim, o único que se dignava a exercer sua função de servidor público parou para me escutar disse em tom baixo:
"Você devia ter pedido a algum deles que te atendesse, chegava com jeitinho e falava..."
Incrédulo, respondi:
"Mas é obrigação deles!"
Meia hora depois, enquanto ouvia meu depoimento e digitava na rapidez das lesmas, vejo a delegada se despedindo com um beijo e um fiquem com Deus. Exclamei:
"E quem vai assinar o boletim de ocorrência?"
"E você quer para hoje?"
Fui obrigado a escutar isso e ainda ouvir versões de roubos a celulares contadas com galhofa e fingir um sorriso amarelo enquanto o ódio me carcomia por dentro pelo descaso, pela lentidão, pelo absurdo da situação.
O policial ainda disse que eu esperasse a chegada da outra delegada entre às 20 ou 21 horas ou passasse depois, pois a doutora está fazendo um curso e nunca chega no horário. Isso eram 17 horas...
Saí da delegacia com uma dor de cabeça e uma indignação no estômago. Se não fosse obrigado a entregar à operadora a porcaria do b.o. nem lá teria ido.
Onde tem governo a Bahia chega lá: na merda!

JoHnNy::[23:42] |


Segunda-feira, Junho 07, 2004

Sozinho não tem graça nenhuma
A chuva veio com tudo, molhando as ruas, as almas dos transeuntes e dos motoqueiros desamparados que não possuem capa. Me recuso terminantemente a ter que vestir aquele figurino de napa preta, por enquanto prefiro me molhar como hoje, completamente ensopado antes do ensaio, salvo por uma calça curta e uma camiseta emprestados da amiga Geórgia.
A estréia de Antônio, meu Santo foi prestigiada pelo público, eu jurava que não ia ninguém com o toró que caiu sobre a cidade nessa segunda-feira, mas para nosso espanto eles estavam lá, participativos e risonhos.
Quero uma costela para me abrigar desse friozinho baiano que pede cama, pede chá, televisão num filme antigo e incenso na sala. Enquanto no quarto os lençóis embolados, um calorzinho que vem da pele, junção dos corpos, palavras preguiçosas e um adormecer suave.
Isso nem é querer muito...

JoHnNy::[22:44] |


Domingo, Junho 06, 2004

eu vou enfiar uva no céu da sua boca
As duas festas foram acontecimentos díspares. A Love and Beats reuniu meio mundo de gente bonita atraída pelos outdoors espalhados na cidade e a presença do dj Marky. O povo que realmente curte música eletrônica saiu reclamando do caráter comercialzão da festa, muita patricinha clone da Darlene (Eu e Mimi rimos de uma dessas que passou à nossa frente, parecia a própria Débora Secco) e muito mauricinho, aliás os rapazes adotaram definitivamente o culto ao corpo, nunca vi tanto bíceps sarado num lugar só ao mesmo tempo. Bom de se ver, mas com cara de quem conserva um sabor de plástico.
Já a Pride foi micada, de cara ouvir Music de Madonna a essa altura do campeonato é sinal de que o jogo pertence à segunda divisão. Decoração zero, set light vergonhoso, salvaram-se as performances de André Fisher e Fabrício. Pena que o dj Fab só tocou muito depois das 4 horas. Um pouco mais e eu entrava num táxi rumo ao terreno pantanoso do desejo...
Com uma ressaca monstro acordei e o sol brilhava triunfante num céu de anil. Não sei quem teve a idéia de marcar o ensaio da peça ao meio dia de um domingo. Dei uma passada rápida na casa de Lúcio onde um caudaloso suco de frutas salvou a fome e rumei para o tal ensaio. Faremos uma temporada de Antônio, meu Santo no Pelourinho, Praça Pedro Archanjo, todas as segundas-feiras de junho às 20:30.
A III Parada Gay de Salvador começou atrasada com uma chuva chatíssima, seis trios elétricos reuniam o povo da dance music com Simone Sampaio, house com dj André, Chiquinho e Márcia Cidreira, música baiana com Carla Cristina, pagode com um grupo que não sei o nome e foi só alegria do começo ao fim. A organização estima que umas 60 mil pessoas participaram da Parada, fora a multidão que assiste das janelas e das calçadas. Rodrigo e João Neto foram as companhias mais constantes, segundo Rodrigo eu deveria me candidatar a algum cargo político dada a quantidade de gente que conheço e que vem falar comigo, mas desconfio que não ganho sequer uma eleição para síndico...
Já no final da Parada demos um tempo no palco fixo, depois rolou uma pizza com Nana, Jerzy, Cesar e Rodrigo e uma tentativa de beijo quíntuplo entre todos. Mais umas conversas jogadas fora no Beco dos Artistas, mais uns beijos, um jogo de sinuca e cansados fomos embora.

JoHnNy::[23:49] |


Sábado, Junho 05, 2004

diversão balé como a vida quer
A propabilidade de encontrar um carro da SET (Secretaria Especial de Trânsito) às 5 da manhã depois de executar duas manobras na contra-mão em plena Avenida Garibaldi em Salvador é quase nenhuma, mas para minha surpresa ele estava lá na subida para a Cardeal. Educadamente os fiscais me passaram o maior sabão e humildemente pedi desculpas, pus meu rabinho entre as pernas e disse entredentes "Só fiz isso porque foi a essa hora e não havia carros..." Só faltou prometer que jamais diria um palavrão nem olharia de soslaio para a vizinha chata, rezaria o pai nosso antes de dormir e comeria todo o prato de comida e até lamberia os dedos. Me senti uma criança que é pega no flagrante fazendo má-criação.
Antes desse delito fervia o corpinho na balada Noite Caliente com Nana Silvana e John K. O melhor momento foi receber uma golada de tequila entre as pernas do go go boy...
Hoje a noite na cidade tem várias festas só para dividir as tribos. No Armazém 01 tem a Love and Beats com o dj Marky nas pick ups, considerado um dos melhores do mundo, incensado pela crítica internacional, costuma tocar nas melhores festas da Europa. A Love and Beats é um projeto dos rapazes do Grupo Diva (Diversão e Arte) que promete agitar a cena de e-music quebrando os paradigmas de que Salvador é avessa aos tum tum tuns que não venham só dos tambores.
A outra ferveção, garantia de gente interessante e boa música, é a já tradicional Pride que antecede a Parada e acontece esse ano no Trapiche Barnabé e tem os djs Vinicius Antunes (residente da Bitch - RJ) e André Fisher (residente na A Loca - SP).
No porão do antigo Aquarela (Barra) tem o novo point da música eletrônica, a Cave. O agito recebeu o mimoso nome de Smiley e é lá que meu amigo, o top Dj Jerônimo, estará fazendo um set de house. O rapazinho tem mandado muito bem, a prova disso é a sua presença constante no lounge bar Josephina, onde os descolados bebericam seus drinks diante do mar azul da Baía de Todos os Santos.
Nada mais cool...
E haja expressão inglesa para definir a modernidade!
Sim, com tanta coisa por aí, você vai ficar fazendo que diabos em casa pelo amor de Zeus?

JoHnNy::[15:12] |


Sexta-feira, Junho 04, 2004

são dez mil as minhas manias
A vida insiste em me ensinar umas coisas que teimo em desaprender.
No dia em que eu levar na cara verdadeiramente e arranhar a pele, daí tomo jeito ou me dano de uma vez...
Hoje ouvi umas coisas curiosas a meu respeito:

- Que pareço com o Gregory Peck quando jovem! (Geórgia me fez consultar o google em busca de fotos do ator...)
- Que a imagem que passo para as pessoas por esse blog é de um incorrigível Don Juan (Não foi bem essa a expressão que André usou, mas prefiro ser elegante...)

Diálogo entre um ativista da cena soteropolitana e um belo artista plástico emergente na porta da Cave:

Ativista - Mas esse Johnny é bonito, né?
Artista Plástico - Ele é gostoso!
Ativista - Deve ser uma cama ótima...
Artista Plástico - Ô, do jeito que é gostoso...
Artista Plástico - Os comentários que ouço é de que é uma maravilha!


Procurei um buraco para me enfiar e não achei. Juro! Esse tipo de coisa é capaz de me tirar o chão. Porque eles falavam isso sem aquele tom de brincadeira. E eu ainda saí de lá me perguntando quem teria dito ao ativista que eu era bom de cama...

A última das minhas manias é descer a ladeira da TV Record voltando para casa e soltar o acelerador da moto, ficar de pé, abrir os braços e me sentir um performer de circo...

No fundo, é isso que sou...

JoHnNy::[02:22] |


Quinta-feira, Junho 03, 2004

cidadania sexual
A Câmara Municipal de Salvador é um dos prédios mais antigos do Brasil, data de 1549, quando esse país ainda era uma imensa floresta tropical habitada por índios nus e portugueses deslumbrados. Hoje à tarde, precisamente às 17hs, no edifício da antiga Casa de Câmara e Cadeia o deslumbre será infinitamente maior, pois haverá uma sessão especial com o objetivo de celebrar o Orgulho Gay e a diversidade sexual na cidade.
Com as presenças de militantes de diversos grupos GLBT a sessăo será o momento de discutir a implantaçăo do Centro de Referência e Cidadania Sexual, já criado por decreto do prefeito Antônio Imbassahy e que possibilitará o recebimento e apuraçăo de denúncias sobre violência contra gays, lésbicas e transgêneros, contando ainda com acompanhamento jurídico, psicológico e social das vítimas e seus familiares.
E é claro que não vai faltar o bas fond, porque no sisudo ambiente da política haverá shows de transformistas.
Uma sessão imperdível !
Domingo acontece a III Parada Gay de Salvador com uma extensa programação. Se Jogue!

JoHnNy::[11:06] |


Quarta-feira, Junho 02, 2004

a coisa tá trash
Mais um dia híper cansativo, subindo e descendo andares e matracando sobre a necessidade da coleta seletiva, de sala em sala, arrancando risos e aplausos e usando o piloto automático, porque chega uma hora em que você não consegue mais ser simpático dando aquele texto técnico, mesmo se esforçando com gracinhas retiradas do lixo: "Vamos usar o papel dos dois lados, exceto o papel higiênico, né minha gente?. Podreira total, eu sei, mas os funcionários se divertem, fazer o que?
Vou buscar ânimo no fundo da alma para ir à academia, não posso descuidar, mais tarde tem aniversário de Mariette e comidinhas e bebidinhas vão me fazer engordar alguns gramas. Falando em gramas, aprendi que um baiano produz em média 800 gramas de lixo por dia. Já o paulista produz 1kg de lixo diariamente. Quanto mais rica a cidade maior a produção individual de lixo. Sabe quanto um nova iorquino produz? 2kg de lixo! E esse é um problema crucial, não há onde se colocar todo esse lixo. A reciclagem é apenas parte para a solução do problema, devemos tentar diminuir a produção de lixo.
Eita, sai de mim que esse corpo não mais te pertence! Era o professor Carlixo, o especialista ambiental falando.
É nisso que dá ficar dois dias inteiros só falando em lixo...

JoHnNy::[18:03] |


Terça-feira, Junho 01, 2004

explicando o que é um famaliá
Tenho coisas urgentes a resolver, mudanças radicais se aproximam em minha vida, por isso preciso de um famaliá.
Não se preocupem, prometo que ele será bonzinho com todos ao meu redor.
Segundo Aurélio:
Famaliá
S. m. Bras. Etnogr.
1. Diabinho familiar, às vezes gerado ou produzido em casa por processos mágicos tradicionais, pronto a satisfazer os desejos do dono.
Então, é isso.
Hoje acordei mais que cedo, cedíssimo e me pus a subir e descer andares encarnando o professor Carlixo na Semana do Meio Ambiente de uma empresa, lá pelas 17h não aguentava mais repetir a mesma performance e ia inventando mais dados e comentários para a palestra que mistura informações e diversão. Teve uma hora que a coisa ia no automático, o pior são aqueles funcionários metidos a engraçadinhos que querem roubar a cena do ator chamando mais a atenção do que tudo, haja jogo de cintura e paciência.
E que venha esse cachê!

JoHnNy::[18:09] |