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Terça-feira, Junho 23, 2009

dias de frio em curitiba

Desde domingo em solo curitibano, visitando Nando, acompanhado de Luís, amigo de adolescência que pelo segundo ano consecutivo passa aniversário comigo. Ano passado desvendamos o interior de Minas, passando por Conceição do Mato Dentro, Serro, Diamantina e retornando a Belo Horizonte, cidade que adoro! As cidades históricas já conhecíamos e resolvemos fazer um roteiro diferente, visitando Mariuna e Ernesto.
Esse ano resolvi passar meu aniversário perto de Nando para curtir o frio e ele. Esse clima de inverno faz de Curitiba mais charmosa ainda. Essa cidade, a despeito de muita gente achar asséptica demais, traz um charme especial. As pessoas são educadas, falam baixo, conservam um ar europeu, nessa época se vestem melhor ainda. E o inverno também é a época ideal para comer, passear e fazer programinhas culturais.
Então, dieta e academia só quando voltar a Salvador na próxima semana, porque essa agora é reservada aos prazeres mundanos na versão inverno! E como aniversariante, eu posso e mereço!


JoHnNy::[21:45] |


Segunda-feira, Junho 08, 2009



JoHnNy::[21:20] |


Sexta-feira, Maio 22, 2009

twitter, o que há de mais novo na internet nesse instante já

Não vou cair na cilada de dizer que a nova mania da internet mundial é isso, que a nova onda da internet mundial é aquilo, porque não existe internet mundial. Existe internet e ponto, pronto!

Me dá um comichão quando leio internet mundial, parece uma tentativa de fisicalizar o infisicalizável. É o mesmo que chover no molhado. Não existe internet brasileira, internet turca, internet americana ou paraguaia. A rede mundial é uma só. E dentro dessa rede um sem fim de conexões, milhares, milhões, zilhões. Sim, chamar internet mundial é o mesmo que dizer planeta Terra mundial.

E nesse mundo infinito (ops, olha o mundo aí!), nesse cadinho de tantas novidades, a última crista da onda a ser surfada é o Twitter.

O twitter funciona como um microblog onde cada post só pode ser digitado, construído, num total de apenas 140 caracteres. Há os seguidores e aqueles a quem você segue, os seguidos, e não há, exatamente, uma comunicação direta entre você e essas pessoas.

Há três semanas estou com os pés e mãos fincados nessa nova mania. Há muita gente boa, como a redatora, apresentadora de TV e física nuclear Rosana Hermann, que além de sempre mandar bem com novidades e comentários pertinentes sobre assuntos diversos, ainda se dá o luxo de ser educada e atenciosa com a grande maioria de seus leitores/seguidores, eu incluído.

Há também os fakes, um mundo de celebridades com perfis falsos, como Lázaro Ramos e Wagner Moura, que eu inclusive andei seguindo.

Há os quase insuportáveis humoristas da stand-up comedy brasileira, cada vez mais engraçadinhos e, paradoxalmente, cada dia mais sem graça com suas piadas grosseiras e preconceituosas.

E, por fim, há gente como eu, os umbiguistas que escrevem sobre seu cotidiano às vezes interessante, às vezes não.

O twitter é, sem manchas de dúvida, uma grande invenção que veio para fincar.

Me sigam por lá!

Procurem: http://twitter.com/JoaoFiguer


JoHnNy::[10:39] |


Segunda-feira, Maio 18, 2009

ao botija de ouro

O botijão de gás daqui de casa completa três anos de uso em agosto desse ano.

Nem eu mesmo posso crer como isso é possível, afinal, ferver água para o cappuccino, para chás, para miojos e macarrões também é consumir. Outro dia, minto, há um ano mais ou menos, comentei com o entregador de gás que oferecia o produto na portaria, que eu estava preocupado com a questão da segurança, já que esse botijão parece ad eternum, ele apenas riu e comentou:

- É com clientes assim que acabo perdendo o meu emprego!

Breve explicação:

Moro só, almoço todos os dias na rua, prefiro restaurantes naturais, não como carne vermelha há 28 anos, evito enlatados, evito açúcares e é fácil me encontrar no Bahia Natural, aqui perto de casa, ou ainda no Grão de Arroz nos Barris ou por último no Health Valley da Piedade.

Aos seqüestradores de plantão, a única coisa valiosa que tenho em casa é esse botijão que nunca acaba!


JoHnNy::[10:25] |


Quarta-feira, Maio 06, 2009

e salvador virou um caos

As chuvas que eu tanto elogiei no último post resolveram fincar os pés definitivamente na ensolarada cidade do Salvador. E o sol, que é habituê dessas bandas, foi dar uma volta por outras plagas. Chove intermitente desde sexta-feira e hoje é quarta, ou seja, quase uma semana de água caindo dos céus. E haja casas desabando, tráfego congestionado e pessoas sumindo nos esgotos, sim, isso aconteceu. Mãe e filha estavam caminhando numa ruela, cairam numa vala e desapareceram desde ontem. As imagens são chocantes e, para variar, a cidade não está preparada para enfrentar tal situação. E a meteorologia promete mais chuvas nos próximos dias.


yoga, teatro e boa fé

Semana passada, com Nando na cidade, resolvemos nos inscrever numa oficina de teatro dentro do Festival do Teatro Brasileiro, Cena Pernambucana. Eu nem sabia, mas esse é um festival que acontece em sua 8ª edição e a idéia é ótima. Levar os espetáculos de melhor expressão de um estado para o outro. Ano passado os espetáculos da Bahia foram para Pernambucano, esse ano os de lá aportam aqui. Em conversa com o idealizador do festival fiquei sabendo que já rolaram edições de Minas no Rio, Bahia em Brasília, Rio Grande do Sul em São Paulo e por aí vai.

Então, nos inscrevemos na oficina com o bonito nome de A ARTE DE SE TORNAR INVISÍVEL, mas o e-mail em nada explicava que se tratava de uma oficina para atores manipuladores de bonecos, daí o nome, porque nesse caso o ator tem que se tornar quase invisível. Confesso que não me animo muito em dar vida a bonecos e poucos minutos antes da oficina começar, mudamos de sala e fomos parar na oficina DESPERTANDO QUALIDADES.

O nome realmente não atrai ninguém, tanto que só haviam 5 inscritos e foi fácil nossa mudança. A oficina acabou acontecendo com 9 pessoas e foi bem interessante. A atriz Lívia Falcão, que fez algumas novelas e pelo menos dois filmes interessantes (Lisbela e o Prisioneiro; O homem que desafiou o diabo) traçou o caminho da oficina em cima da yoga e das danças regionais de seu estado. No começo me deu uma preguiça absurda, ficava reclamando em casa, depois aqueles exercícios foram me contagiando a tal ponto que ao final comecei a sentir falta. E Nando vai rir muito lendo isso aqui, porque era ele quem ouvia minhas reclamações.

Ao final da oficina, criamos um clown, baseado em nós mesmos (de novo outra confissão!): Eu não tenho paciência com clowns. Sabe esses atores que colocam aquele narizinho vermelho e ficam fazendo cara de retardados?
Sou como Celso Júnior e tenho o que ele chama de "clownstrofobia".
E como dizer isso à professora sem parecer antipático?
Ainda mais que ela iria apresentar um espetáculo logo em seguida fazendo um clown?

Preferi omitir minha antipatia aos clowns e fui até o final para ver o resultado da oficina. O que percebi é que ela não queria personagens, estava mais em busca de nossa essência e o encontro acabou acontecendo com a maior boa fé de ambas as partes.
Foram momentos bem reveladores de uma mágia que o teatro proporciona de vez em quando.
O contato com seres que pensam parecidos, tentando tornar esse mundo um palco menos vazio e mais humano.
A saber, o espetáculo da Lívia Falcão se chama "CAETANA" e se ele estiver em sua cidade, saia de casa correndo e compre um ingresso. Depois agradeça a si mesmo por isso!

JoHnNy::[09:32] |


Terça-feira, Abril 21, 2009

chove chuva, chove sem parar

Começou a temporada de chuva e, embora eu seja motociclista, fico com um sorrisão no rosto
com a água caindo do céu. Ameniza o calor absurdo que estava fazendo, limpa as ruas, o clima
fica agradável e para dormir é uma beleza. Falando em dormir, nunca mais tinha conseguido
emendar nove horas de sono seguidas, nesses dias chuvosos por duas vezes dormi tanto,
mas tanto que só acordei quando abri os olhos.

Na verdade, queria escrever que dormi até o cu fazer bico, essa é uma expressão antiga,
mas um tanto vulgar e ando evitandoa vulgaridade a todo custo.
Inspirado na minha amiga, colega e blogueira Patrícia Rammos, que não usa mais "cu"
com a frequência que usava, se bem que não sou muito de ficar falando em cus e afins.

Até porque pimenta no dos outros é refresco!

Dias difíceis esses, em dezembro de 2008 eu estava trabalhando em 4 bons projetos de teatro e sendo remunerado dignamente em todos eles. Já no início de 2009 ciente de que alguns deles não iam dar prosseguimento, não reclamei e tratei de viver a minha vida. Fui a Montevidéu e Buenos Aires de férias, realizando um desejo antigo de conhecer os países do cone sul e visitar amigos. Não poupei, fiz o que tinha programado em nome da felicidade e não me arrependo, mas não esperava dias tão complicados no âmbito financeiro.

Essa semana mais um capítulo da debacle: Um projeto que eu amava participar há 3 anos, trabalhando com teatro e com pessoas do melhor naipe, findou-se para mim. A orientadora ressaltou a importância do meu trabalho, mas disse que não tinha como continuar.
É sempre assim, no momento de crise, a arte é a primeira a dançar. E não é dançar no bom sentido da palavra.

Enfim...

Não caí em deprê, pelo contrário estou me fortalecendo e esperando que dias melhores possam vir. E virão!

Enquanto isso vou curtindo a chuva, fazendo aulas de canto com Andréa Daltro, recebendo a visita de Nando e atuando no "Confetes e Balangandãs". Porque a vida é agora e não tenho vocação para sofrer!

JoHnNy::[17:26] |


Domingo, Abril 12, 2009

inaugurando abril

Sempre gostei do mês de abril, acho o nome sonoro, é a época em que o calor diminui em Salvador (e diminui?).
A semana passada o instituto de meteorologia anunciou a máxima na cidade dos últimos 11 anos:

35°

Fico imaginando então que a sensação térmica que sentimos de 45° nunca é medida por institutos. Porque a cada dia o calor aumenta. No dia anterior à chuva a cidade inteira parecia uma sauna!

Com o calor, voltei a malhar.

É possível me enxergar correndo (na verdade andando veloz!) na orla da Barra, sempre à noite, às vezes tarde da noite, com o ipod nos ouvidos e Franz Ferdinand nas alturas. Para quem não sabe Franz Ferdinand é um grupo de rock alternativo de Glasgow, Escócia.

Segunda passada tive como companheiros de corrida um rapaz gordinho e uma moça enxuta. Não sei porque me veio essa palavra para adjetivar a moça, mas é assim que penso ao lembrar dela: enxuta.

Sequer trocamos palavras, mas nos esbarramos várias vezes no circuito Barra – Ondina. Éramos os únicos correndo às 22:30. Meu périplo acabou uma hora depois e à meia noite já estava em casa de banho tomado, alimentado e pronto para continuar a leitura da biografia de Carmem Miranda escrita por Ruy Castro.

Sempre fui fascinado por Carmem Miranda, minha mãe conta que desde criança eu me encantava com os filmes da cantora, hoje estou dirigindo e atuando num show com Andréa Daltro e o grupo Janela Brasileira em homenagem aos 100 anos de nascimento da cantora. E me delicio e me emociono ao saber mais da sua história e canções.

Uma música que não me sai da cabeça:

Adeus Batucada
(Sinval Silva)

Adeus, adeus
Meu pandeiro de samba
Tamborim de bamba
Já é de madrugada
Vou-me embora chorando
com meu coração sorrindo
E vou deixar todo mundo
Valorizando a batucada

Em criança com o samba eu vivia sonhando
Acordava, estava tristonha chorando
Jóia que se perde no mar só se encontra no fundo
Samba mocidade
Sambando se goza nesse mundo
E do meu grande amor sempre me despedi sambando
Mas da batucada agora eu despeço chorando
E trago no peito esta lágrima sentida
Adeus batucada, adeus batucada
Querida.



JoHnNy::[14:11] |