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Sexta-feira, Agosto 29, 2008

miscelânea não tão chic assim

Indo dormir cada dia mais tarde, cada noite por um motivo diferente.

Nas últimas semanas estudando sobre Modernismo no Brasil, a Semana de Arte Moderna e a vida de Tarsila do Amaral. Tudo isso para escrever dois roteiros de espetáculos com crianças sobre esses temas.

E a pós graduação findou na semana passada, rolou uma festa de confraternização no Bond Canto com direito a videokê, bebidas, abraços e fotos!

Tô de aparelho de celular novo, um amigo americano trouxe a última novidade da Sony Ericsson e o aparelhinho é um sucesso, bonito e cheio de novidades, só que nas ruas de Salvador você tem que rezar antes de sair de casa e quando volta, agradecendo a Deus não ter deixado o celular e a carteira nas mãos dos donos da cidade.

Falando em cidade, que merda é essa que o prefeito anda fazendo às vésperas de sair da admnistração? Porque esse daí não continua mesmo!

A retirada das pedras portuguesas nas calçadas da Barra é um crime, a mudança do passeio por concreto com aqueles pedacinhos de granito além de enfeiar um lugar tão bonito é um acinte a quem de bom senso vive nessa cidade histórica tão mal cuidada. Já não basta a novela das barracas de praia, agora veio a burrice da mudança do passeio na Barra. Até Caetano Veloso escreveu uma carta ao Jornal A Tarde revoltado com a atitude de João Henrique.

E me ligaram de uma agência para fazer teste para apresentador de programa político desse prefeito e eu disse delicadamente que não podia ir.
E um amigo me encontrou no msn e disse que iria fazer o programa no horário gratuito. Respondi que não faria não. Acho que meu trabalho não seja esse. Emprestar minha cara e minha voz para alguém que não acredito nem simpatizo.

Daí vem o argumento de que um médico não escolhe o paciente, ele faz o seu trabalho.

Mas se posso escolher fazer ou não fazer, então escolho não fazer.

E como diz a filósofa Patrícia Rammos: "Cada qual com seu abadá!"

JoHnNy::[14:01] |


Domingo, Agosto 10, 2008

dias amenos, planos a mais


Vim aqui só para dizer que os dias seguem na santa paz.

A pós terminando e um artigo para concluir.

Finalmente a carteira de motociclista nas mãos, agora posso correr mundo sobre duas rodas, sou um homem habilitado!

Linha Verde e Aracaju que me esperem.


A melhor noite das terças-feiras é o som da banda Paralelo 4 na Boomerangue. Em agosto os caras fazem o som e botam pra quebrar no Projeto Movimentos Urbanos que começa às 22 horas. Energia de sobra e gente bonita no melhor da música black brasileira.

Os bons que apareçam!

Vou ali e volto já!

JoHnNy::[12:48] |


Quinta-feira, Julho 17, 2008


Minas Gerais e um pouco mais

Ano passado na época do meu aniversário decidi revisitar a cidade onde nasci, reencontrar os parentes que deixei por lá e fazer um contato com o garoto que fui um dia. Saí de lá muito pequeno e raramente apareço. Esse ano, estava indeciso no que fazer, então decidi visitar a minha irmã que está morando no interior de Minas. O primeiro lugar que conheci fora da Bahia, aos 17 anos, foi Belo Horizonte, numa viagem através da universidade, eu era calouro do curso de administração e estava acontecendo por lá um Enead, Encontro Nacional dos Estudantes de Administração. Coincidentemente esse ano BH sedia mais um desses encontros, mas não apareci por lá.

O objetivo da viagem foi mesmo visitar Mariuna e estar perto dela. Assim, comprei a passagem de avião só de ida e o retorno seria de carro com ela ao volante. Na última semana dos preparativos, Luís, que é um amigo nosso da época de adolescência resolveu me acompanhar e foi felicidade geral. Saímos Lula e eu num sábado com destino a BH. Chegando lá nos hospedamos no hotel Íbis, na Savassi, e caímos na noitada belorizontina numa festa que rendeu, rendeu tanto que só cheguei ao hotel 10 horas da manhã, dei uma cochilada e pegamos um táxi para a rodoviária com destino a Conceição do Mato Dentro, onde Mariuna está morando.

Deu para dormir no ônibus e ao chegar na pequena e acolhedora cidade fomos recebidos com flores brancas e amarelas colhidas nos jardins da Pousada onde moram Mariuna e Ernesto. Os dias lá foram de boa comida, carinho e passeios a lugares paradísiacos. Depois de cinco dias, Lula e eu resolvemos conhecer Diamantina, a terra de Xica da Silva, aquela negra danada que abalou as montanhas mineiras no século XVIII. A cidade é bem parecida com Ouro Preto, mantém o centro histórico bem cuidado e aquele clima típico do interior de Minas, a boa comida e a calma aparente.

Na volta a BH, conheci no ônibus um garoto muito simpático e viemos conversando por um bom tempo, ele desceu em Curvelo, a cidade de nascimento de Vladimir Britcha. Por sinal, esse garoto é tão bonito quanto Vlad. Deve ser o pão de queijo do lugar. Já em BH, Ernesto e Una foram nos pegar e conhecemos a enorme família do meu cunhado, gente da melhor espécie, tantos que não consegui decorar o nome de todos, mas foi uma delícia conhecer um pouco das histórias deles. Devo ter engordado uns dois quilos por esse passeio mineiro, ainda encontrei Breno, um amigo soteropolitano em dias de estudo por Minas e fui assistir uma das peças do FIT, Festival Internacional de Teatro. Estive nesse mesmo festival em 1998 com Xande. Sim, nessa viagem dei uns bons beijos na mineirada que, por sinal, é bem chegada a saber o que é que um baiano tem. E garanto que eles não se decepcionaram!

Assim, a saga terminou com a gente voltando de carro de BH a Salvador em dois dias de viagem. Uma canseira danada, mas foi divertido. Altos papos na estrada e mil e uma fotos. Estive em BH em 1988, depois 1998 e agora em 2008. Espero não demorar mais 10 anos para voltar por lá!

JoHnNy::[00:43] |


Terça-feira, Junho 17, 2008


com a cara na telinha

E minha querida Dani Henning, a produtora delícia, me convida para um teste de um comercial e lá vou eu mais uma vez. Confesso que detesto esses testes de comercial, os diretores quase sempre são estressados paulistas que chegam às pressas com seus sotaques cheios de erres e já com um tipo na cabeça e gastam nosso tempo, porque o deles já está devidamente bem pago, tô generalizando, mas é quase sempre assim!
Dessa vez o diretor artístico vinha de São Paulo sim, mas era um ator baiano, Ricardo Bittencourt, radicado por lá há algum tempo e nos recebeu a todos com um sorrisão. O teste era para o comercial da festa de São João do governo do Estado e TV Bahia, a Globo local. O papel era de um dos santos juninos que formam a Santa Banda, um toca sanfona, o outro zabumba e o outro triângulo. Escolhi fazer Santo Antônio, porque tenho uma afinidade com ele, já o interpretei no teatro por mais de um ano e intimidade é posto. Acabei ficando com o papel do santo querido e gravamos numa segunda-feira numa maratona que começou com a maquiagem às 17:30 e terminou com aplausos e a grua no alto às 6 horas da manhã de terça.
O bom dessa gravação é que todas as comidas juninas estavam lá e eram de verdade e o astral da equipe era dos melhores, então, foi um prazeroso trabalho.

Já no ar o comercial ficou super bem feito, colorido, animado e a repercussão foi uma coisa! Gente que me reconhecia na rua, amigos telefonando, colegas da pós vibrando e eu a essa altura, ainda surpreso, com o poder que essa caixinha chamada TV tem. Uns segundos por lá e sua imagem se espalha feito corisco, anos e anos de teatro e meia dúzia que vem falar com você sobre o seu trabalho. Até na boate veio um carinha que nunca vi antes me cumprimentar e dar parabéns! Huahuahahahua

"Vamos com alegria! Toca sanfoneiro!!!"

JoHnNy::[12:26] |


Segunda-feira, Junho 02, 2008

momento de crise

Esse blog já viveu dias melhores, para quem resiste há 7 anos ter apenas um post no mês de maio é verdadeiramente uma lástima! E o culpado de tudo isso sou eu, porque a vida prossegue cheia de novidades de todos os tipos, desde as mais interessantes às que não tem interesse algum. Talvez seja a crise dos 7 anos, tão comum nos relacionamentos amorosos, crise essa que vem afetando o meu afeto por esse divã virtual. Muitas vezes olho para ele e vem a vontade de escrever, mas esse desejo logo se esvai e me disperso com qualquer outra coisa. Outro dos passatempos que tenho é o Fotolog, mas esse continuo alimentando desde 2003, quase que religiosamente uma vez por dia. Enfim, vamos às novidades...



Fui à Parada em São Paulo

Me invoquei com o fato de só termos feriadão agora no próximo semestre e para não passar o da semana passada no ermo que se transforma Salvador nesses dias, corri para a internet e consegui passagem em promoção numa companhia áerea. Meu vôo saiu daqui às 21:45 e aterrisei no Galeão, Rio de Janeiro às 23:45. O vôo que me deixaria em São Paulo só sairia às 03:40, até lá o que me restava? Vasculhar livros e revistas numa loja, perambular olhando vitrines com o Ipod nos ouvidos e quando o cansaço bateu descobri uns bancos de uma lanchonete onde dormiam funcionários e passageiros, parecia uma rodoviária do interior. Joguei o casaco por cima da cara para obstruir a luz e dormi por quase duas horas. O celular me despertou e com a cara amassada desembarquei em Sampa.

Cheguei ao hotel na Paraíso sem acordar os meus amigos, Tom e Sérgio, e dormi pouquíssimo porque logo eles acordaram animados e me rebocaram para a 25 de março, o paraíso das compras fakes do Brasil. Não me animei em comprar nada, de lá fomos passear no Mercado Municipal e em seguida almoçamos no Shopping Paulista.
De lá fomos passar a tarde no Playcenter no famoso Gay Day, demos boas risadas com as bibas se divertindo naqueles brinquedos malucos e embora tivéssemos passaporte Vips, gentilmente cedidos por nosso amigo, o belo Deco Tadiello, nenhum de nós se aventurou a experimentar nada. Confesso que morro de medo daqueles brinquedos de gente maluca, elevador que despenca do céu, montanha russa que passa na água, prefiro ficar vendo os corajosos se jogando naquilo.

À noite fomos a um clube para homens adultos e nos divertimos muito, ainda cheios de gás, ligamos para Benê que nos arrastou a um dos barzinhos temáticos no Largo do Arouche.
O domingo que é o dia da Parada foi o dia mais sem graça, achei a Parada uma festa sem brilho, como disse um amigo, quem já passou carnaval na Bahia há de achar qualquer festa de rua sem graça, não provoco tanto, mas fora o absurdo de gente, dizem que 3 milhões de almas, não achei a Parada paulista uma manifestação grandiosa, muito pelo contrário, aquilo ali provoca uma sensação de que precisamos crescer muito, porque não adianta ser a maior do mundo se não temos direitos legais e se não mostramos para o mundo que o Brasil é um país com o mínimo de civilidade. O que vi foi um monte de gente celebrando a esculhambação, a minha sugestão é que se a cidade carece de um carnaval mais animado com trios elétricos tocando música eletrônica que faça uma micareta desse modo, porque era isso que parecia a tão famosa Parada.

Na segunda-feira aproveitei para rever alguns amigos queridos, outros não tive como encontrar, deixei para revê-los quando voltar à paulicéia, que é sim uma cidade fantástica, uma locomotiva doida cheia de vagões de todos os tipos e cores.
O retorno foi cansativo, o vôo sairia de madrugada, atrasou, o aeroporto de Guarulhos estava fechado pelo mau tempo, encontrei com Geo, um amigo daqui e fomos parar em Campinas de ônibus e finalmente nosso vôo saiu de lá e chegamos exaustos à cidade da Bahia.

JoHnNy::[00:30] |


Domingo, Maio 18, 2008

maio sobre quatro rodas

Não é que maio não tenha nada para contar, tem sim. Tem tanta coisa a ser dita, falta é motivação para isso. Resolvi tomar vergonha na cara e aprender a dirigir carro. Entrei numa autoescola e tem uma semana que é possível me ver pilotando um carro com um instrutor ao lado que já me colocou na Avenida Centenário enfrentando o trânsito das 18 horas!
Desconfio que ele seja mais louco do que eu, porque dirigir carro é infinitamente mais complicado que pilotar uma moto, mas tem gente que insiste em dizer que não!

E vem aí mais quatro dias de feriado e estou na dúvida sobre o que fazer. Se viajo para São Paulo aproveitando as promoções das companhias aéreas ou se vou para o litoral norte curtir uma praia com um bom livro nas mãos. Dúvida que só se dissipará ao conseguir as tais passagens promocionais. Porque a idéia é viajar com o mínimo de gastos, isso inclui hospedagem na casa de amigos em Sampa. Até terça-feira tudo isso tem que ser decidido, enquanto isso vou às aulas de direção.





JoHnNy::[21:30] |


Quarta-feira, Abril 30, 2008

bye bye abril

Hoje é o Dia da Rainha na Holanda, o Queens Day, e é a maior festa no país inteiro, parece um carnaval, todos usam laranja e bebem horrores.
Vendem coisas nas portas de casas, é uma farra!
Aqui é véspera de feriado e não dei aula, cuidei de fazer a declaração do Imposto de Renda, bem no último dia, é claro.
Semana passada rolaram mil coisas pra fazer, na quinta fui ao festival de teatro de Lauro de Freitas com o grupo da maturidade e dia seguinte viajei a Cachoeira para um hotel fazenda.
Lá, dei uma treinamento para 87 jovens líderes da Unifacs. Foi o dia inteiro envolvido nisso.
Sábado teve a pós e domingo fui com o grupo de veterinária da Ufba apresentar a peça Papo de Galinha na comunidade de Nova Itapecerica no Litoral Norte. Foi comovente ver o povo simples, muitos que nunca tinham visto teatro antes, se deliciando e vibrando com a apresentação.

Assim abril se vai...

JoHnNy::[16:27] |